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Um Dever de Casa
XVI CONGRESSO EUCARÍSTICO NACIONAL
Por: DOM ALOÍSIO ROQUE OPPERMANN
SCJ ARCEBISPO DE UBERABA, MG
 
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Podemos ter muitas restrições a essas movimentações populares dos Congressos Eucarísticos. Seriam um desprezo para com aquilo que é típico do método católico de formação, que é o aperfeiçoamento cristão, através dos pequenos grupos, e do encontro pessoal.

As massas não converteriam, dizem.  Mas não esqueçamos que Jesus usou os dois caminhos. Formou, e muito bem, os apóstolos e mais outras pessoas, pelo método do diálogo e da abertura pessoal à graça.

Mas também lançou mão do expediente de trabalhar com as multidões, como aparece no sermão da montanha e na entrada pública em Jerusalém. Os Congressos Eucarísticos usam os dois expedientes. Há o momento dos grupos, e há a ocasião das grandes concentrações. Por isso, sou de opinião que os Congressos Eucarísticos tem vida longa. Sua mensagem está longe de esgotamento. Desconheço movimento permanente que ajunte tantas pessoas, por um motivo único.

É mais do que justo que o Congresso se realize em Brasília, festejando o jubileu da primeira missa oficial ali celebrada. Mas os Congressos também tem o seu aspecto de base, que é a vida das Paróquias. Sabe-se que 99%  dos católicos não tem condições logísticas para se deslocar para a capital federal. Para essa imensa maioria o Congresso se realiza nas comunidades paroquiais.

É a partir delas que o povo católico pode viver a graça do Congresso. Por isso as equipes de Liturgia das Dioceses, com a concordância de seus Bispos, podem organizar momentos celebrativos durante os dias  do Congresso (13 a 16 de maio/10).

Tais celebrações podem ser Missas, acompanhando diariamente os temas do Texto- Base. Ou podem também ser palestras diárias, proferidas por leigos ou por clérigos, no salão paroquial. Também podem ser feitos textos para as equipes de reflexão bíblica, reunidas nas casas, que desta vez se reúnem mais vezes por semana. Não está escusado dizer que se pode fazer uma procissão eucarística especial, e até uma coleta de ajuda à Arquidiocese de Brasília. O importante é viver o “Fica conosco, Senhor” (Lc. 24, 29).



 
 
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