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Líder insuperável
Por: DOM ALOÍSIO ROQUE OPPERMANN
SCJ ARCEBISPO DE UBERABA, MG
 
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É inútil procurar pessoa mais influente, de maneira permanente, na história da humanidade. Sua influência é duradoura, cheia de sabedoria e determinação.

O Apóstolo Paulo não pode ser qualificado como um homem vacilante, sem motivação na vida, ou entregue aos caprichos da opinião vigente.

Ele é uma personalidade que descobriu a espinha dorsal de sua vida: Jesus Cristo. Por seu amado Mestre, o Apóstolo das nações, gastou todas suas energias, empregou toda a sua privilegiada inteligência, buscou todas as pessoas para lhes passar a grande descoberta.

Foi um homem prendado de dotes naturais extraordinários. Suas características mais evidentes são inteligência, forte personalidade, profundidade, arrojo, e ao mesmo tempo mansidão. Para perceber esta última qualidade comentada,  basta ler as suas insuperáveis epístolas. Nunca se torna agressivo, ou parte para o insulto.

Mesmo escrevendo com firmeza aos gálatas, para eles abre seu coração e a eles narra acontecimentos biográficos, não comentados em outros escritos. Sempre é construtivo, e com o coração cheio de amor. Mas um amor amadurecido, dentro do quadro do Cristo Crucificado.

É impressionante verificar os milhares de quilômetros que percorreu, as distâncias marítimas que enfrentou, para encontrar pessoas que aceitassem Jesus Cristo, e concordassem em formar comunidades.

Sabia ter a paciência de permanecer em certos agrupamentos cristãos, apenas iniciados, por meses, e às vezes por vários anos. O objetivo era firmá-los na fé e na caridade fraterna. Não há nenhum assunto que não tenha tratado com maestria: Cristo ressuscitado, o batismo, o matrimônio, a Eucaristia, a Igreja, a pureza na fé, e a proposta universal de salvação para toda a humanidade.

Os vícios, os erros doutrinários, os maus comportamentos morais, sabia combate-los com argumentos. Na comemoração dos dois mil anos de seu nascimento, é preciso redescobrir seu ardor missionário. Seu amor para com os outros era tão extraordinário, que chegou a pedir ao Senhor que ele próprio “fosse condenado, para que os outros fossem salvos” (Rom 9, 3). Ele é o mestre de todos os mestres, o Doutor das Nações. Foi prendado por Deus como ninguém.



 
 
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