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O pressuposto da ciência
Por: DOM ALOÍSIO ROQUE OPPERMANN
SCJ ARCEBISPO DE UBERABA, MG
 
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Alguns adversários da Igreja Católica conseguiram vender a idéia, com grande sucesso, de que ela é inimiga da ciência. E, ponto. É um dogma dos “sábios”.

Já estão prontas as punições e as “excomunhões” contra quem ousar contestá-lo. Será jogado às trevas exteriores. 

Sempre haverá entre os intelectuais quem use o benefício da dúvida, e não aceite como verdade revelada, certos lugares comuns.

Tais afirmações são veiculados em salas de aula, ou em programas da internet. Entre as convicções que foram passadas às mentes incautas, e mantidas como conquistas da humanidade, está a de chamar a Idade Média de época das trevas (porque sob a influência direta da Igreja). É uma mentira cínica, criada pelos iluministas, e tida como afirmação definitiva e derradeira.

Acabo de ler um livro maravilhoso de Thomas Woods Jr, professor de várias Universidades americanas: “Como a Igreja Católica construiu a civilização ocidental”. Nesta publicação o cientista faz justiça aos fatos. Mostra como a Igreja teve um papel de proa em tudo o que existe no mundo moderno.

Quero, por ora, só me referir ao mundo das ciências, onde fica indelevelmente marcada a contribuição singular da Igreja de Jesus Cristo. A verdadeira ciência, segundo o autor, tem as suas maiores contribuições por parte dela. De onde surgiu essa coincidência? É de sua fé em Deus criador.

Ele é distinto do universo, dentro do qual criou leis seguras e previsíveis. Sua teologia desmitizou as crenças antigas, eivadas de magia. Não existe força nenhuma fora do Criador; não existem os espíritos que agem à revelia divina; não há espaço para um Criador tão onipotente e temperamental, que derrube a toda a hora as suas próprias leis; o comportamento de todos os seres é previsível, porque são regidos por leis. Diante disso o cientista se sente seguro para trabalhar e pesquisar.

Os outros povos só tiveram técnicos, artistas, conhecedores, aperfeiçoadores. Entre nós vigorou o que diz o livro da Sabedoria:  “Deus dispôs todas as coisas com medida, quantidade e peso” (Sab 11, 20). Diante disso os cientistas se sentiram estimulados a prosseguir nas suas pesquisas. O mundo moderno só seguiu esse caminho aberto.



 
 
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