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Factóides
Por: DOM ALOÍSIO ROQUE OPPERMANN
SCJ ARCEBISPO DE UBERABA, MG
 
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Com toda a consideração ainda possível, quero comentar algumas iniciativas, oriundas do velho continente, assestando recursos publicitários, contra o nosso Papa Bento XVI. Não quero aqui assumir uma posição de inocente perseguido, enriquecendo com fantasias a conversa de vítima (sinto-me atingido). Ao contrário, quero mostrar, com um realismo de pessoa consciente, fatos preocupantes que procuram revestir seus intentos vergonhosos com o manto das trevas. Eis alguns acontecimentos, sutilmente destinados a solapar a autoridade do Pontífice.

1 – O levantamento da excomunhão, outrora proferida contra o Bispo lefebriano, Williamson. Que gesto mais lindo do Papa! Com esse ato quis aplainar o caminho de retorno desse sucessor dos Apóstolos, desencaminhado. O Papa não sabia de suas infelizes declarações sobre a shoá, diante de um insignificante público. O mundo veio abaixo. Verificou-se que estava em marcha uma articulação mundial. Houve um alarido planetário contra o Papa. Tudo foi classificado como má fé, incompetência, e campanha contra os judeus. Até a chanceler Merkel, agnóstica de carteirinha, proferiu seu veredito contra o Pontífice. Faltou só o governo brasileiro, numa intuição republicana, sentenciar quem estava errado.

2 – Viagem do Papa ao continente africano. Naquela ocasião sua Santidade proferiu centenas de grandes ensinamentos. Apenas 1% foi dedicado ao uso dos preservativos, com fins de combate ao vírus do HIV. O grande cientista dessa área, Edward Green, afirmou que o Papa estava certo nas suas afirmações.  Pois a Uganda e também a Nigéria, desenvolveram programas, dentro das recomendações dos métodos naturais. Reagindo, no último limite do artificialismo, os países europeus desencadearam um escândalo, que mais parecia briga contra o árbitro, em futebol de bairro. A mídia bilionária tornou-se ridícula.

3 – Campanha de assinaturas. Pergunta-se, pela internet: “Você acha que o Papa deve renunciar?” A força que se faz é monumental. Querem fazer uma pressão, que torne a vida do Santo Padre irrespirável. Essa campanha tem tanto valor como perguntar aos cidadãos do mundo: “Você quer que o presidente da China renuncie”? Falta a mínima autoridade para aqueles que tiveram essa infeliz iniciativa. “As forças do inferno não prevalecerão contra a Igreja” (Mt 16, 18).



 
 
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