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Em busca da paz
Por: DOM ALOÍSIO ROQUE OPPERMANN
SCJ ARCEBISPO DE UBERABA, MG
 
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São Pedro, em sua carta, nos fornece uma afirmação de grande valor para a vida cristã. Quando fala sobre a importância do batismo, ensina que a água desse sacramento nos lava do mal e nos concede “ uma consciência tranquila  diante de Deus”(2 Pd 3, 21). Estar em paz interior é uma garantia de felicidade, e até uma predisposição para uma vida saudável.

A boa consciência, provinda da amizade com a pessoa divina – segundo experiências médicas realizadas na América do Norte – tem até a capacidade de prolongar a vida das pessoas.

E ao contrário, quem está em estado de inimizade com Deus, tem muita chance de prejudicar o bom funcionamento do cérebro, e balançar os sentimentos.

O sacramento da Penitência, ou do perdão, está na mesma linha que o Batismo. A confissão dos pecados é como uma água que nos limpa o coração. Não é em vão que a psicanálise faz uso da catarse, para penetrar até os últimos refolhos da alma, e assim descobrir a gênese de nossos males psíquicos.

Só que ela perde para a confissão num detalhe importante: ela não tem o poder de perdoar os erros cometidos. Já na confissão sacramental o fiel pode implorar o perdão divino. “Ele jogará no fundo do mar todos os nossos pecados”  (Miq 7, 19). Com certeza, o mal que praticamos, deixa o nosso “eu” numa rede de tristeza e uma convicção: “cometi o mal, e preciso livrar-me de suas conseqüências”.

A resposta está na confissão sacramental, com toda a garantia. Também há uma possibilidade, não tão fácil de verificar, quando praticamos o bem: “A caridade cobre uma multidão de pecados” (Tg 5,20). Mas atenção! A confissão tem um valor tão extraordinário, porque nos coloca na presença do nosso Salvador. Ela é o encontro com o Deus da misericórdia.

Nos evangelhos vemos como os encontros que Jesus teve com certas pessoas, foram encontros que mudaram a vida, de modo radical. Também a confissão bem feita pode tornar-se o início de uma vida melhor e mais santa. Em preparação para a Páscoa do Senhor não ficaria bem para todos nós, aproximar-nos desse sacramento tão humano e tão divino?



 
 
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