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Agora é a índia?
Por: DOM ALOÍSIO ROQUE OPPERMANN
SCJ ARCEBISPO DE UBERABA, MG
 
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Não bastassem as constantes perseguições aos cristãos através da história, passando pela “intocável” revolução francesa, e pela revolução espanhola, nos tempos atuais temos novidades. Queremos evitar de resvalar para qualquer “mania persecutória”.

Esse complexo só serviria para explicar nossos eventuais fracassos, procurando culpados. Seria um sentimento menor, característico de pessoas pusilânimes, que querem encobrir sua incapacidade.

Mas não, tal abordagem vem mostrar nossa indignação. Queremos denunciar o cinismo dos poderosos, principalmente de americanos e europeus, que se exacerbam com qualquer indício de violação dos direitos humanos, pelo mundo a fora. Mas diante da evidente perseguição religiosa, contra os cristãos,  mantém um silêncio comprometedor.

A liberdade religiosa é a maior das liberdades. Sem ela não existe democracia, de forma alguma. O caro leitor sabe que existem países muçulmanos, onde os cristãos não podem usar as roupas que caracterizam aqueles países,  mas ficam marcados diante da população, por serem obrigados a usar outros modelos de roupas?  Sabe também que em certos países, os cristãos que, por descuidos diversos, se encherem de dívidas, são “socorridos” pelo governo, desde que abandonem sua fé cristã? Sabe ainda que em alguns países a Bíblia é livro proibido, e até subversivo?

Já de longa data existe a convicção: “quem despreza, compra”. Onde campeia a perseguição aos católicos, cedo ou tarde aquela população vai aderir à Igreja. Atualmente o número de católicos está aumentando muito na Índia.

Até os Padres e as Religiosas tem um crescimento fantástico. Talvez por esse motivo extravase a ira das grandes religiões. Aconteceram, nos últimos tempos, incêndios de igrejas católicas, de centros catequéticos, e o que é pior, mais de 40 assassinatos.

Onde ficou o espírito de tolerância dos hindus, os ideais de Mahatma Gandhi, seu respeito pelo diferente? Existe verdadeira democracia naquele enorme país? Nós não admitimos que essas agressões continuem, diante dos olhos do poder público, sem nada fazer. Pior ainda, as autoridades daquela grande nação fazem de conta que nada estão enxergando. Isso não pode continuar. Apesar das dificuldades e ameaças, nós cristãos, escutamos a advertência de Jesus:  “Meu jugo é suave, meu fardo é leve” (Mt 11, 30).



 
 
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