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Estamos sós?
Por: DOM ALOÍSIO ROQUE OPPERMANN
SCJ ARCEBISPO DE UBERABA, MG
 
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Este universo, no qual nos encontramos, intriga a inteligência humana. “Os céus narram a glória do Senhor” (Sl 19, 1). Ninguém pode agir antes de existir. Logo, o cosmos, que teve começo, não pode ter se criado a si mesmo.

Houve iniciativa de alguém, para se desencadear todo esse processo, que redundou na vida. Só Deus pode ter existido sempre, porque ele está fora do tempo (que também foi criado por Ele).

Nos dias atuais os cientistas construíram um gigantesco aparelho, chamado “acelerador de partículas”, que pode ajudar a desvendar mais uma dobra dos segredos infindáveis do universo.

Mas não nos iludamos. Caso avancemos alguns milímetros no nosso conhecimento do cosmos, muito mais ainda nos resta descobrir. O Criador só deixou os rastos. A nós cabe segui-los, e avançar.

Nossa fé nos concede larga permissão, para concordarmos na existência de outros seres inteligentes, além da humanidade. Já se tenta, há várias décadas, receber sinais, a partir de qualquer recanto do universo, da existência de seres semelhantes a nós.

Parece que esse retorno jamais vai acontecer, pela impossibilidade de “eles” entenderem nossas mensagens, e nós captarmos o que nos enviam. E existe nesse cosmos uma limitação paralisante. É a velocidade.

Mesmo a luz, a matéria mais veloz, não pode passar de 300 mil quilômetros por segundo. Então, os astros e galáxias que  podemos ver hoje, enviaram sua luz há bilhões de anos. Hoje esses astros longínquos, podem até não existir mais. Como podemos entrar em contacto com outros seres inteligentes, se nos separam essas enormes distâncias? Aqui por perto, nem vida é possível existir, por causa das baixíssimas temperaturas. Ou ao contrário, calor insuportável. E a água líquida? E o carbono? Paremos por aqui.

Condições reais para a existência de vida, só no nosso planeta terra. E se existir vida complexa em outras galáxias e universos, estamos separados deles para sempre, por causa das distâncias. Não há sinais de rádio, de projeção de imagens, de foguetes velocíssimos, que alcancem esses seres distantes antes de milhares ou de milhões de anos. “Os dias da nossa vida são setenta anos. Os mais valentes chegam a oitenta” (Sl  90, 10).



 
 
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