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Uma santa contemporânea: Madre Tereza Margarida
Por: Padre Wagner Augusto Portugal
 
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A Diocese da Campanha, já aquinhoada pela santidade da leiga Nhá Chica, que será beatificada no primeiro semestre de 2013, em Baependi; bem como do Servo de Deus Padre Francisco de Paula Victor, nosso amado Padre Victor de Três Pontas, a nossa centenária Diocese, pela ação de nosso amado Bispo Diocesano, Dom Frei Diamantino Prata de Carvalho, ofm, promoveu a abertura do Tribunal que estudará as virtudes heróicas de Madre Tereza Margarida, conhecida como Nossa Mãe, fundadora do Carmelo São José, em Três Pontas.

 Uma pessoa que ama a todos e cada um, sem distinção é SANTO, vive a SANTIDADE! DEUS É AMOR! O AMOR VEM DE DEUS! Traçar o perfil de nossa “Nossa Mãe” é falar de Misericórdia: o amor que se derrama sobre a miséria humana!

A Santidade da Nossa Mãe estava presente em tudo o que ela dizia, o que fazia, no seu dia-a-dia de carmelita, que é uma vida simples como na Casa de Nazaré. Mas, cada atitude deve ser um ato de louvor a Deus, um hino de gratidão a Deus vindo de suas criaturas.

Nossa Mãe era a primeira a iniciar uma tarefa, um ofício, dava sempre este exemplo. E, motivava e animava a Comunidade em tudo o que faziam: desde as orações até os trabalhos mais humildes.

Gostava de solenizar o ofício divino e as celebrações eucarísticas principalmente, com cânticos novos e bem ensaiados.

Nossa Mãe foi agraciada por Deus com muitas virtudes e dons e demonstrava isto a cada instante, no seu modo de ser e de tratar com as pessoas.

O que mais se ouve em Três Pontas, e em todo este abençoado rincão sul mineiro, foram as vivas demonstrações de santidade de Madre Tereza Margarida nas conversas, conselhos, na pastoral da escuta que ela se dedicava a tantos quantos procuravam o Carmelo São José. Madre Tereza Margarida valorizava todos e cada um, procurando destacar alguma qualidade ou gesto de bondade. Sua acolhida era especial.

Era com bondade e firmeza que se expressava, em qualquer assunto que precisava se manifestar e no relacionamento com as pessoas. Isto cativava sempre. Aproxima as pessoas, inspira confiança e segurança. Sempre prometia que ia rezar e assim o fazia, fielmente.

Sua santidade mostrava-se na sua total confiança na Divina Providência, no Deus-Amor, isto era extraordinário e sem limites. Temos exemplos concretos: sua entrada e permanência no Carmelo, mesmo sem conhecer nenhum Carmelo e tendo saúde frágil. A fundação do Carmelo em Três Pontas, passando todo tipo de dificuldades no começo, na construção do monastério, etc.. embora o povo da cidade fosse boníssimo e não deixasse faltar coisa alguma. Sua doença... vivida na aceitação, com humildade e obediência e mais ainda uma grande confiança no Coração de Jesus.

Imitemos o estilo de vida e a confiança absoluta em Deus, que viveu a "santinha de Três Pontas". Não tenhamos medo de invocar o seu patrocínio junto de Deus. Ao celebrarmos a santidade de uma pessoa que todos nós conhecemos e convivemos, nos relembra uma de suas máximas: levar a nossa vida cristã muito seriamente, sobretudo, vivendo o que ela e o Servo de Deus Padre Victor concretamente, em Três Pontas, viveram e praticaram: o amor, a oração, a doação completa às pessoas.

 
 
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