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Nossa Senhora das Dores
Por: Padre Wagner Augusto Portugal
 
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A piedade popular consagrou a devoção a Nossa Senhora das Dores celebrando-a na liturgia do dia 15 de setembro e na Semana Santa.

O povo que sofre identifica-se facilmente com os sofrimentos de Maria, a Mãe das Dores, que compreende e alivia todos os sofrimentos.

Na Bíblia, muitos números têm sentido simbólico, entre eles, o número 7 que simboliza as sete dores de Nossa Senhora.

A celebração de Nossa Senhora das Dores liga-se a antiga tradição cristã.

Contam que, na Sexta-Feira da Paixão, Maria Santíssima voltou a se encontrar com Jesus, seu filho. Foi um encontro triste e muito doloroso, pois Jesus havia sido açoitado, torturado e exposto à humilhação pública. Coroado de espinhos, Jesus arrastava até o Calvário a pesada cruz, para lá ser crucificado. As entranhas de Maria se compungem de dor. Perde as forças e cai por terra, vergada pela dor e pelo sofrimento de ver Jesus prestes a morrer suspenso na cruz.

Recobrando os sentidos, reúne todas as suas forças, acompanha o Filho e permanece ao pé da cruz até o fim.

Inicialmente, essa festa foi celebrada com o título de “Nossa Senhora da Piedade” e “A Compaixão de Nossa Senhora”.

Depois, o papa Bento XIII promulgou a festa com o título de Nossa Senhora das Dores.

Somos convidados a meditar sobre os episódios mais importantes que os evangelhos apresentam sobre a participação de Maria na paixão, morte e ressurreição de Jesus:a profecia do velho Simeão; a fuga para o Egito; a perda de Jesus, aos doze anos, em Jerusalém; o caminho de Jesus para o Calvário; a crucificação; a deposição da cruz e o sepultamento.

Que Nossa Senhora das Dores nos empreste a sua fortaleza para suportar as dores do dia-a-dia e que saibamos vencê-las, alcançando, como ela, a ressurreição que seu filho conquistou para nós.

Repetindo o texto da Liturgia das Horas do dia 15 de setembro, podemos dizer:

“Virgem Mãe tão santa e pura,
vendo eu tua amargura,
possa contigo chorar.
Que do Cristo eu traga a morte,
sua paixão me conforte,
sua cruz possa abraçar.”

 
 
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