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Dom Paulo Lopes de Faria
Por: Padre Wagner Augusto Portugal
 
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A festa de Nossa Senhora do Carmo foi mais significativa para mim com a Páscoa definitiva de S.E.R. DOM PAULO LOPES DE FARIA, Arcebispo Emérito de Diamantina. Dom Paulo contemplou a Deus no meio do dia, por volta das 13hs, depois de uma assistência principesca que lhe foi proporcionada por seu digno e culto sucessor, S.E.R. DOM JOÃO BOSCO ÓLIVER DE FARIA, que não mediu esforços nas últimas três semanas em ser a presença diária, amiga, de conforto, preparando assim Dom Paulo para contemplar a face a face do Sumo e Eterno Sacerdote.

Neste Ano Sacerdotal em que procurarmos realçar as grandes virtudes dos presbíteros, não irei neste pequeno espaço repetir os números, os cargos, os ofícios, as realizações de Dom Paulo Lopes de Faria, nem em Belo Horizonte, nem em Niterói, nem em Itabuna e muito menos em Diamantina. Irei deter-me no seu ser sacerdotal.

Conheci Dom Paulo pela sua delicadeza litúrgica. As assembléias do Regional Leste 2 ganharam em seu governo um esplendor litúrgico na mais viva expressão de celebrar corretamente os mistérios celebrados. Não um rubricionismo, mas um amor verdadeiro ao espírito litúrgico da Igreja, com a obediência orante ao que pede a Igreja e a beleza do mistério litúrgico que somos convidados a celebrar para o louvor de Deus e a santificação da Igreja e de seus fiéis. E esse amor litúrgico nós observamos quando visitamos a Igreja Arquidiocesana de Diamantina, quando contemplamos o zelo e o gosto litúrgico de seus padres e de seu Arcebispo atual. Certamente, esse gosto no clero local foi plantado como uma boa semente em terra boa por Dom Paulo Lopes de Faria.

No segundo cenário da vida de Dom Paulo, quero destacar a sua solidariedade. Nós estreitamos laços de amizade quando por ele fui procurado para oferecer os caminhos próprios para a instalação do Tribunal Eclesiástico Interdiocesano de Diamantina, quando ele me disse que queria que Juiz de Fora fosse o seu Tribunal de Apelação, pela celeridade e dedicação dos membros do Tribunal que, mercê de Deus, durante o governo pastoral de Dom Eurico dos Santos Veloso, dei o melhor de mim para fazer acontecer a distribuição da Justiça Eclesiástica, ciente de que “justiça retardada é justiça negada!”

Dom Paulo sempre manteve, assim, a sua distinta delicadeza para comigo, com telefonemas, cartas e a sua discreta amizade que me foi muito valiosa, principalmente em momentos vários que podemos observar quem são os áulicos e quem são os amigos. A propósito, tanto Dom Paulo, como o querido Dom João Bosco, são verdadeiros amigos que me ufano de ter entre o rol dos que posso contar.

Agora, Dom Paulo no céu torna-se meu intercessor junto de Deus e Dom João Bosco continua sendo essa presença bonita do rosto de Deus em minha vida. Deus seja louvado por todo bem e por toda caridade que Dom Paulo plantou e que do céu ele nos ensine a ser sacerdotes segundo o Coração de Jesus.



 
 
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