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Dizer e fazer
Por: Padre Wagner Augusto Portugal
 
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Quantas vezes, numa celebração eucarística, chamamos Jesus de “Senhor”? Quantas vezes se falam de bênção? Quantas vezes se mencionam a fé? No entanto, tudo isto pode ser vazio diante daquele que nos conhece por dentro.

Não é a Eucaristia o lugar onde celebramos a vida e partimos para renová-la sempre mais? “Vinde, Senhor Jesus!” Como imaginamos ser avaliados “naquele dia” da prestação de contas? Estaremos seguros e tranquilos só por termos professado “Senhor, Senhor”? Deus nos fez e nos quer livres, mas torce para que nossas escolhas não sejam nossa ruina.

Não bastam palavras solenes e profissões de fé profundas. O outro lado da moeda - que nos permite entrar no Reino - é o cumprimento da vontade do Pai. E em que consiste essa vontade? Pelo que aprendemos no Pai Nosso, a vontade do Pai celeste é a implantação do Reino (“Venha a nós o vosso Reino, seja feita a vossa vontade...”), e o Reino se concretiza na história mediante a prática da justiça.

Quando rezamos o Pai Nosso, nós nos envolvemos com a vontade do Pai. E a vontade d'Ele não é que batamos no peito e clamemos seu nome, mas que procuremos viver o seu Reino, que vai se manifestando à medida que praticamos um tipo de justiça superior à dos doutores da Lei e fariseus.

Unir a ação a nossa palavra é o nosso dever para com o Pai e o nosso grande desafio.



 
 
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