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A necessidade de ver a doença como dom de Deus
Por: Padre Wagner Augusto Portugal
 
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De início, é difícil aceitar que a doença seja dom de Deus. Aprendemos que Ele nos criou para sermos felizes e o que podemos acreditar é que Ele nos envia somente o que é bom.

Entretanto, seu Filho, justo, perfeito, se fez homem, assumindo o nosso modo de ser, exceto no pecado. E como Ele sofreu!

Poderíamos pensar: Ah! Mas Ele é Deus e Deus suplanta os sofrimentos. Ou ainda retrucar que Ele, como Deus, sabia que iria ressuscitar. Então já fica mais fácil suportar um mal se sabemos que ele terá fim e que, no terceiro dia, é o céu, céu de paz, de amor, de alegria.

Mas nos esquecemos de que Ele assumiu a nossa humanidade e de que Ele sofreu como pessoa humana. Tanto que Ele murmurou: “Pai, por que me abandonaste?” É o seu lado humano gritando a sua dor.

Certa vez, ouvimos de uma pessoa muito sensata e boa que “os eleitos é que sofrem mais”. E ficávamos a pensar que a sabedoria de Deus é bem diferente da pobre “sabedoria” dos homens. Os homens favorecem aqueles que estimam e, à vezes, até perseguem os seus desafetos.

De qualquer forma, ficávamos a imaginar como é que Deus pode dar aos seus eleitos à dor?

Mas São Paulo vem nos ajudar a raciocinar, a sentir como Jesus Cristo, quando ele nos diz que aprecia a sua fraqueza porque, quando se sente fraco, aí é que ele se fortalece, porque Deus vem em seu socorro.

A imagem do rio também nos ajuda a pensar na dor como um dom de Deus, quando nos lembramos de que “é nas quedas que o rio adquire força”.

Seria bom se pessoas íntegras, de boa vontade, que são formadoras de opinião, pudessem alertar as pessoas a sua volta e (quem sabe?) tentassem reverter essa situação calamitosa.

Precisamos ter esperança de que isto aconteça, com a graça de Deus. E olhar para aqueles e aqueles que sofrem a doença física como preferidos e amados por Deus. Porque Deus somente dá o sofrimento àqueles e àqueles que tem um coração aberto e puro para experimentar o que faltou na paixão de Jesus Cristo.



 
 
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