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Como o rico se faz grande ao ajudar os pobres
Por: Padre Wagner Augusto Portugal
 
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Um filme maravilhoso e que tem um cunho pedagógico-religioso é “A LISTA DE SCHINDLER”. É um tema dos horrores do nazismo na sua perseguição contra os judeus, mas que mostra, não o lado amargo do terror, mas a generosidade e o altruísmo de um alemão, que tinha uma boa posição social e poderia ter uma vida tranquila dentro do caos que estava a sua volta, mas que se inquietou e se apiedou dos judeus oprimidos e se serviu da sua boa situação para salvar judeus, burlando a lei nazista de extermínio.

Ele fazia uma lista de judeus que ele deveria salvar e essa lista foi crescendo. Ele arriscou a sua reputação e a sua vida para salvar judeus da violência nazista. Mas, como foi tudo escondido - e ele pedia segredo -, quando a guerra acabou, ele foi alvo do ódio dos judeus, por ser alemão. Mas ele não se lamentou por isto. Ele se lamentou por não ter salvo um número maior de judeus.

Este é um bem-aventurado! Seu objetivo foi ajudar os oprimidos ainda que lhe custasse o risco de sua vida.
Na vida de hoje, não há a perseguição aos judeus, mas há uma série de violências cometidas contra os mais pequeninos: violências contra crianças, contra idosos, contra mulheres, preconceito racial, indiferença em relação aos menos favorecidos.

Há uma perseguição silenciosa e persistente contra a Igreja Católica, contra o Santo Padre, contra o clero e contra a Igreja. Prova disso é que o Santo Padre Bento XVI neste ano de 2011, a propósito do dia mundial de orações pela paz, pediu a liberdade religiosa. Mesmo no Brasil há uma campanha muito velada para favorecer aqueles que fundam as suas Igrejas- templos de venda e enganação da boa fé popular. Querem, a todo custo, levar a única Igreja fundada e querida por Cristo para as catacumbas.

Os ricos e poderosos do mundo atual se tornariam grandes, bem-aventurados, se descessem de seu pedestal e olhassem com carinho para a multidão de famintos que ele pode ver através da sua televisão de última geração. O rico que assim agisse arriscaria a sua reputação, ele poderia até provocar o ódio de outros poderosos, mas ele seria muito mais feliz do que deitado em seus milhões. Ele seria um bem-aventurado, porque, como afirmou Jesus, no sermão da montanha, “Alegrai-vos e exultai, porque é grande a vossa recompensa nos céus”.

Seria muito bom que cada um de nós refletisse sobre isto, arregaçasse as mangas e procurasse o seu lugar na construção de um mundo melhor.

Madre Teresa de Calcutá disse uma vez: “Eu sei que as minhas obras são como uma gota d’água, mas, sem elas, o oceano seria menor”.

Está aí um convite de Jesus para cada um de nós neste quarto domingo do tempo comum, em que se reza acerca das bem aventuranças. Jesus continua a chamar você a ser bem aventurado. Muitos já aceitaram. E você?



 
 
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