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Início do Tempo Comum
Por: Padre Wagner Augusto Portugal
 
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O cotidiano é o chão de onde brota a espiritualidade do Tempo Comum; um tempo que pode se tornar especial, pois está sob a proteção do Espírito Santo, que pousou sobre Jesus na festa do Batismo e que nos foi dado na solenidade de Pentecostes.

O Tempo Comum se inicia com uma reflexão sobre a pessoa de Jesus Cristo, através da leitura de um trecho de Isaías, uma introdução da primeira carta de São Paulo aos Coríntios e um texto de João Evangelista, narrando o fato de quando João Batista apresenta Jesus como “o cordeiro de Deus”.

João Batista é o apresentador. Por meio dele conhecemos Jesus e os discípulos de João irão crer n'Ele. “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Eis aquele que batiza no Espírito Santo”.

Com essas palavras João apresenta Jesus ao povo. O título “Cordeiro de Deus” aparece com frequência na celebração eucarística. Ele é o Cordeiro de Deus, que tira de nós os pecados para viver em nós: Ele é o servo de Deus, Jesus morto e ressuscitado.

A obra salvífica de Cristo abrange duas dimensões: o perdão do pecado e a força para não mais pecar. Os cristãos não somente são salvos, mas chamados por Cristo a continuar a sua obra de salvação.

Esta abrange a morte e a ressurreição. Por intermédio de sua paixão e morte na cruz, Jesus conquistou para a humanidade o perdão dos pecados. Por sua ressurreição, enviou sobre a humanidade o Espírito Santo, que santifica o homem e lhe dá a força necessária para não mais pecar. A atuação da vida pública de Jesus sempre se deu em duas frentes: a do homem e a do mundo.

“Eis o Cordeiro que tira o pecado do mundo”. Há um caminho a nossa disposição. Basta que sejamos atentos e queiramos ser perdoados. Uma vida nova pode se recomeçada. É preciso que consultemos nossa consciência e abramos o nosso coração e a nossa vontade em direção a esse Jesus, “rosto divino dos homens, rosto humano de Deus”.



 
 
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