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Acolhei-vos mutuamente
Por: Padre Wagner Augusto Portugal
 
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Nosso Senhor Jesus Cristo, que veio, vem e virá, é a razão pela qual as comunidades se reúnem animadas pela mesma fé. Ele nos acolhe para que “todos juntos, a uma só voz, glorifiquemos a Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo”. Em nossas celebrações, aprendemos a nos acolher uns aos outros, como Cristo nos acolheu.

O Capítulo 15 da Carta aos Romanos é um doce convite para que as pessoas superem os conflitos dentro da comunidade.

É preciso saber lidar com as diferenças, conservando, ao mesmo tempo, a unidade e a fraternidade, respeitando principalmente aquele que pensa diferente de você.

O nosso ponto de referência é o exemplo de Cristo: Ele acabou com as discriminações e acolhe a todos, particularmente, o pecador.

Os cristãos conscientes não devem usar sua força e prestígio para impor aos outros a própria opinião e conseguir poderes sobre a comunidade. Não foi esse o modo de proceder de Jesus Cristo, que veio para servir e dar a vida. O respeito e o bem do outro são o maior sinal do cristão consciente.

O acolhimento mútuo é o caminho para que as mentalidades diferentes não quebrem a união da comunidade. Assim fez Jesus Cristo, que acolheu os judeus e os pagãos num só povo.

Além disso, não podemos pensar que o fato de pertencer ao povo de Deus seja privilégio que nos separa dos outros; pelo contrário, é fonte de responsabilidade, pois a vocação da comunidade é acolher todos como irmãos, testemunhando assim o projeto divino de reunir todos os homens.

Como disse Thomas Merton, homem algum é uma ilha. Não podemos nos isolar em um pedestal, pois não seríamos felizes e não faríamos felizes os outros. Se soubermos enxergar, em cada pessoa, o rosto de Cristo, ainda que sejamos diferentes, saberemos acolher, amar e respeitar uns aos outros. Quem não respeita o irmão não é cristão.



 
 
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