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O reino está entre nós, mas não se completou
Por: Padre Wagner Augusto Portugal
 
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Os judeus eram orgulhosos de seu Templo e dos símbolos externos de sua religião. Jesus, por iniciativa própria, visitava o Templo anualmente, rezava em seu interior e pregava, mas, em sua visão profética e na perspectiva de sua nova promessa, toda a instituição religiosa era transitória e relativa.

Era relativa porque faltava o significado externo de uma adoração a Deus, em espírito, em verdade e em amizade.

Era transitória porque, no final, estava se tornando um impedimento para os judeus captarem sua nova lei de amor universal. Portanto, vemos claramente que a destruição do Templo é também um símbolo de inauguração do Reino de Deus e de seu sacramento que é a Igreja.

O universo está destinado a participar da própria história íntima de Deus: por isso, nada se perde; tudo será transformado e transfigurado. Nessa perspectiva, todas as coisas que acontecem ao cristão aconteceram antes a Jesus. No entanto, só se salvará quem perseverar. A vinda do Senhor é, para quem crê, plenitude, segurança, eternidade.

Uma das expressões do Reino de Deus presente em nosso meio é o retiro anual em que os sacerdotes unidos ao seu Bispo Diocesano tiram uma semana de intimidade com Deus, de oração, momento de reflexão, de santificação, de reconciliação e de busca das forças mais renovadoras para servir a Deus e ao próximo na dilatação do Reino de Deus que é Reino de Justiça, de misericórdia e de paz!

Que todos nós possamos viver uma religião mais autêntica, que supere as dimensões do templo edifício transformando o nosso corpo como templo vivo do Espírito de Deus, assim seja!



 
 
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