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O desapego
Por: Padre Wagner Augusto Portugal
 
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A parábola do administrador(cf. Lc 16,1-13) é endereçada aos discípulos, a todos nós cristãos, pois precisamos optar decididamente por Jesus, correndo o risco de sermos demitidos do encargo de continuar o projeto de Deus, caso não preenchamos certos requisitos. Como agir para não “perder a viagem” com Jesus a Jerusalém? (A nossa Jerusalém é, obviamente, a casa celeste, na vida eterna).

Tanto os discípulos de Cristo, como cada um de nós, nos encontramos numa encruzilhada: urge optar, desprendendo-se, à semelhança do administrador infiel, que "jogou tudo ".

Essa opção implica em: - desprendimento:
(“Qualquer um de vocês que não renunciar a tudo o que possui não pode ser meu discípulo”; - partilha: o administrador privou-se do que era próprio para beneficiar outros, seu dinheiro injusto é agora empregado na construção da fraternidade). O acúmulo cheira mal e agride as propostas do Reino; - fidelidade: O texto insiste no termo FIEL, que significa “ser digno de confiança”. Jesus confiará seu projeto aos que o seguem no caminho.

Enfim, o desapego, o desprendimento geram todas as virtudes que farão com que o discípulo fiel saiba usar seus bens com prudência, com solidariedade, com partilha. Ficar “em cima do muro” é já não pertencer a Deus, pois as nossas atitudes de cristão fiel exigem um trabalho de justiça e fraternidade.



 
 
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