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A solidariedade nas catástrofes como as chuvas no Nordeste
Por: Padre Wagner Augusto Portugal
 
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A Igreja faz opção preferencial pelos pobres, não para se rebelar contra os mais favorecidos. É simplesmente porque os pobres sofrem mais. Em toda catástrofe, as maiores vítimas são os pobres. O que perdem pode significar pouco para quem tem muito, mas o que perdem é tudo o que tinham.
Sabemos que, às vezes, os ricos também são vítimas de um acidente de carro, avião, navio, etc. Mas os estragos são menos difíceis de serem superados.

Claro que falamos em danos materiais porque a perda de entes queridos dói no coração de ricos e pobres. Assim sendo, devemos ser solidários para com todos, mas, de maneira mais profunda, precisamos nos solidarizar com os pobres porque a sua carga de infortúnios é maior.

Quando Deus se manifestou aos homens, no Antigo Testamento, Ele dirigiu a palavra ao seu povo e não a uma só pessoa. Mesmo quando Ele fala a Moisés ou a Abraão, é mensagem que eles devem transmitir ao povo. No Novo Testamento, Jesus fala a seus discípulos e os envia a pregar sua mensagem a toda criatura.

Isto significa que nossa existência, nossas ações, nossa crença, tudo em nós tem valor quando se remete à coletividade. É por isto que Jesus fundou a sua Igreja, composta de todos nós e que se salvará em conjunto.

O funcionamento do nosso organismo nos dá uma grande lição de solidariedade. Se ferirmos o dedo, todas as funções do corpo se unem para enviar uma substância que combata a infecção. Se estamos preocupados com alguma coisa, a cabeça dói.

A chuva torrencial invadiu as casas de povoados ribeirinhos nos estados de Alagoas e de Pernambuco, transbordando rios até dentro das cidades. Nossos irmãos perderam tudo, sem perspectiva de recuperação.

Não podemos viver tranqüilos assistindo a tudo isto pela televisão, de braços cruzados. Há várias maneiras de sermos solidários, como por exemplo, enviando ajuda material e pedindo a Deus por eles, para que recebam ajuda, carinho, orientação, a fim de que possam retomar a sua vida.

Uma maneira concreta de ajudar aos desabrigados das chuvas do nordeste poderá ser enviado à sua Paróquia para que esta envie à Caritas Nacional para chegar mais rapidamente junto aos que sofrem todas as dificuldades nesse momento de provação.

Que cada cristão se conscientize disto e faça a sua parte, é o que nós sugerimos e desejamos porque, nos dias de hoje, é esse o papel de um “bom samaritano”, como Cristo nos ensinou em uma parábola.



 
 
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