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Rezemos pelos nossos padres!
Por: Padre Wagner Augusto Portugal
 
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Neste ano em que a Mãe Igreja nos convida a rezar pela santificação dos sacerdotes, é importante realçar a dimensão da gratidão pelos muitos presbíteros que passaram pela nossa vida, ou que nos distribuíram os mistérios sagrados. Por isso, favoravelmente, queremos rezar pelo nosso pároco e pelos sacerdotes, seus vigários, que são seus primeiros colaboradores. Não só pelo Pároco que hoje está à frente da nossa comunidade paroquial, mas de todos, vivos ou defuntos, que santificaram a sua comunidade eclesial. Com grande gratidão a Deus, oremos pelos sacerdotes e bispos que são filhos de nossa cidade e de nossa Paróquia.

Este ano constitui-se um propício tempo de ação de graças e de redobradas orações nas intenções destes zelosos ministros de Deus, do altar, da liturgia, do confessionário, da unção dos enfermos e das muitas outras funções sagradas que nos aproximam do Absoluto e da Verdade. Assim, somos chamados a rezar pelo presbítero que nos abriu as portas da Igreja, quando nos lavou do pecado original ministrando-nos o Santo Batismo. Nos eventos da vida, somos convidados a orar pelo Padre que nos acompanhou na Catequese, que ouviu a nossa primeira confissão e que celebrou e concedeu-nos a primeira Eucaristia. Com o passar dos anos, já na catequese preparatória para o Santo Crisma, somos convidados a rezar pelo Padre que acompanhou a nossa maturidade cristã e pelo Senhor Bispo que nos crismou.

Para a grande parcela do Povo Santo de Deus, nossos leigos, é tempo de rezar pelo Padre que assistiu ao seu matrimônio e pelo Padre que também lhe ministrou a unção dos enfermos, restabelecendo-lhe, assim, a sua saúde física e espiritual. Mais do que isso, somos chamados na gratidão do perdão oferecido a rezar pelos muitos padres que ouviram as nossas confissões restabelecendo nossa amizade espiritual dom Deus. Não por questão de honra, mas de júbilo e de gratidão, somos convidados a rezar pelo nosso Bispo Diocesano e pelos seus predecessores na Cátedra Episcopal de nossa Igreja Particular.

Lembremos, pois, de rezar também pelos sacerdotes que passaram pela nossa vida. É justo e agradável, num gesto de grandeza de alma, reconhecer o trabalho desenvolvido no silêncio por estes sacerdotes que, agindo na pessoa de Cristo, realizaram um trabalho espiritual que nos leva a um encontro pessoal com Cristo.

E se, porventura, algum sacerdote tenha feito você sofrer, é o tempo favorável para exercitar a graça do perdão, da reconciliação e da misericórdia. Quem se apega ao mau ou a momentos difíceis não ama e não perdoa como nos pede o Sumo Sacerdote, Jesus Cristo: “Não há prova de maior amor do que dar a vida pelos seus amigos”. Se o padre doa a sua vida pela humanidade, pela santificação de seus fiéis, como “alter Christus”, é tempo de mudança de mentalidade, de ver apenas o sacerdote como “funcionário do sagrado”, mas de coração agradecido cantar ação de graças. Louvar a Deus pelo ministro ordenado e, particularmente, pelos de sua paróquia, cidade, Diocese, os que você conhece: “Obrigado, Senhor, pelas mãos que consagram e que perenizam a sua ação no mundo”.

As mãos sacerdotais que acolhem, que absolvem, que abençoam, que abraçam, que se solidarizam são como os gestos de Cristo que nos convidam a ter os seus mesmos sentimentos, que são de acolhida e de misericórdia.

Rezando pelos presbíteros, peçamos a graça de que nossos sacerdotes continuem sendo amigos de Jesus e construtores de pontes entre o céu e a terra, conduzindo o povo de Deus para a Jerusalém Celeste.



 
 
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