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Férias na busca da caridade que gera a Verdade que é Cristo!
Por: Padre Wagner Augusto Portugal
 
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No mês de julho, as famílias e as pessoas se colocam em clima de alegria por causa das férias escolares. Aqui em Minas, o frio cortante faz com que as famílias se reúnam em suas casas para as festas julinas, comemorando os santos que nos embalam a renovar os mistérios de nossa fé católica. Assim, nesses dias lúdicos de descanso, de lazer e de recolhimento, somos chamados a olhar para a misericórdia de Deus em favor de nossas fragilidades.

Como Deus é bom e misericordioso! Essa é a nossa certeza cristã. Confiar, mesmo se todas as esperanças humanas estiverem contra nós, que Deus é maior do que todo o mau e a maldade humana.

Fomos criados para a felicidade e para a vida em plenitude que brota do Monte Carmelo que é o Cristo. Se a felicidade nos pede, em primeiro lugar, uma adesão irrestrita ao Cristo Ressuscitado, ao seu Evangelho, devemos ser homens e mulheres voltados para as coisas de Deus. Deus está presente não só em nossa manifestação exterior, ou chamada de fé liturgicamente celebrada. Deus, sobretudo, está presente no externo, na nossa vida de família, no nosso trabalho, no nosso lazer, na nossa vida social.

Somos chamados a viver Jesus e a sua mensagem em comunidade orante, comunidade de fé, comunidade dos filhos e filhas de Deus que se unem em torno do altar, da Eucaristia, dos sacramentos e dos sacramentais para celebrar a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte. Por isso, ao celebrarmos nestes dias de julho São Camilo de Lellis, padroeiro dos enfermos e de todas as enfermidades (dia 14); ao venerarmos a Virgem Maria, a Senhora do Carmo (dia 16), queremos pedir a Deus as forças necessárias para fazermos a passagem do pecado para a virtude, da morte para a vida.

Nesse sentido, a vida litúrgica e ação pastoral da Igreja nos convocam a sermos discípulos-missionários. Para ser um discípulo autêntico, devemos aderir ao depósito da fé católica; não um depósito fechado, mas um depósito vivo, que brota da ação permanente da Igreja no mundo e na história humana. Uma ação renovadora, na ação do Espírito vivificante de Deus, que nos ajuda a formarmos redes de comunidade para que a fé seja vivida na dimensão do nós cremos.

Que estes dias transcorram na busca de uma intimidade mais profunda com Deus, onde a caridade seja a nota fundamental na busca da verdade que é DEUS, como nos ensina o Papa Bento XVI: “Um cristianismo de caridade sem verdade pode ser facilmente confundido com uma reserva de bons sentimentos, úteis para a convivência social, mas marginais. Deste modo, deixaria de haver verdadeira e propriamente lugar para Deus no mundo” (Caritas in veritate n. 4).

Que a Virgem Maria, modelo do silêncio, da escuta e do serviço nos ensine, no descanso desse tempo favorável, a crescer no amor, na partilha, na misericórdia, no perdão e na acolhida do diferente, tecendo redes verdadeiras do amor que Cristo e a Igreja são caminhos autênticos que geram vida e paz!



 
 
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