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Ouvir a voz de Deus
Por: Padre Wagner Augusto Portugal
 
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A liturgia do 14º Domingo do Tempo Comum está nos convidando a ouvir a Voz de Deus. E contemplando o exemplo de Ezequiel (Ez 2,2-5), de Paulo (2 Cor 12,7-10) e de Jesus (Mc 6,1-6), somos convidados a discernir com sabedoria o testemunho do Senhor Ressuscitado que está no meio de nós e nos aponta para o Pai, na ação dos dons santificantes do Espírito Santo de Deus.

Muitas são as vozes falsas que querem se fazer ouvir nos tempos atuais: a do aborto, da eutanásia, do pecado desenfreado, em detrimento à voz de Deus que nos convida a viver a santidade de vida e de estado, no cotidiano, no trabalho, na família, na Igreja e na sociedade.

Deus, constantemente, usa de outras vozes para nos anunciar a Sua mensagem, além das fontes da Revelação: a Santa Igreja, o Romano Pontífice, os Bispos, os Presbíteros, os Consagrados, os fiéis que, na fidelidade ao mandato apostólico, se colocam como discípulos-missionários, levando a bom termo a advertência do Salmista: “Os nossos olhos estão fitos no Senhor: tende piedade, ó Senhor, tende piedade!” (Sl 122).

Sim, Jesus nos comunica a sua mensagem salvadora, pedindo-nos uma adesão integral ao seu anúncio salvífico. Que nós não sejamos motivo de dissabor para a ação evangelizadora, mas nos coloquemos como doce instrumento da salvação que vem de Deus, Nosso Senhor! Ouvir a voz de Deus é colocar-se em atitude de oração.

Com grande clarividência, adverte o Papa Bento XVI, dirigindo-se aos sacerdotes, mas que tem valor para todos os fiéis que se configuram ao sacerdócio comum dos batizados: “Quem reza não tem medo” – diz o Papa, recordando como a oração seja o primeiro compromisso, o verdadeiro caminho de santificação dos sacerdotes. “Quem reza não está sozinho; somente quem reza se salva”, conclui.

Rezar é colocar-se reverentemente nas mãos de Deus, ouvindo o que Ele tem para nos dizer, os caminhos que Ele quer nos apontar, corrigindo rumos, consertando estradas, reconstruindo pontes. O verdadeiro cristão não julga o seu irmão pelos seus erros. Ao contrário, o autêntico discípulo-missionário de Jesus procura, em primeiro lugar, colocar em evidência as virtudes, os talentos, os dons de nossos irmãos e, quando se fizer necessário, fazer uma correção, que seja dentro do espírito da correção fraterna, da misericórdia, apostando no que a pessoa tem de positivo para que, trilhando caminhos de Deus, possa se santificar.

Quem ouve a voz de Deus adquire a Paz. A Paz que supera todo o entendimento, guardando nossos corações e nossas mentes no amor e no conhecimento do amor de Deus e de seu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo!



 
 
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