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São José Operário
Por: Padre Wagner Augusto Portugal
 
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O anticlericalismo que foi se disseminando pelas veias da sociedade desde o final do século XVIII pelo mundo, foi promovendo como que uma restauração de símbolos pagãos, promovendo o ateíos, promovendo o ateo, foi promovendo como que uma restauraçsmo e tentando a secularização da instituição divina, a Santa Mãe Igreja. As novas ideologias e o intento maligno encontrando vasto campo, em que as concepções científicas iam solapando a fé e deturpando sua ortodoxia, promovia a doutrinação de novos conceitos, enfraquecendo as convicções nas grandes inteligências, porém de tíbio fervor. Assim os males de um pensamento moderno, corrompido, foi instituindo novos modos, novos sistemas de governo, a crença racionalista apenas.

Se Deus Nosso Senhor usa das causas segundas para atingir as primeiras, eis que assistimos e participamos, hoje, do triunfo da fé. As perseguições, as agressões, as calúnias, os martírios dos dois últimos séculos foram essenciais para que a Igreja se levantassem em coro uníssono, numa profissão de fé. Hoje, as teorias derivadas do equivocado iluminismo não passam de referências na história do pensamento; o que foi apurado de seus mestres, entende-se agora à luz de uma hermnêutica sadia, cristã.

Muitas comemorações surgiram, numa alusão ao paganismo de outrora. Comemorações cívicas em que se saudavam os lábaros pátrios e os personagens responsáveis por grandes catástrofes sociais. Assim vemos na União Soviética por longos e sofridos 80 anos, no império de Hitler e até na ditadura Vargas, mas este, felizmente, contido pelo temor que lhe causava a religiosidade do povo brasileiro. Por essa época, eram marcantes as comemorações pelo Dia do Trabalho, ou Dia do Trabalhador, a 1º de maio, lembrando um episódio ocorrido na Califórnia, durante uma manifestação de operários. A alusão era às conquistas trabalhistas que se sucederam. Mas, se granjearam algo em prol de sua dignidade humana, não foram além dos interesses materialista, num mundo consumista que se forjava à custa do sofrimento de tantos operários. Conseguiram, sim, à custa de embates e massacres, o reconhecimento de seu trabalho, porém faltava-lhes um ícone que os impelissem a tirar um proveito mais elevado dessa luta e na dedicação diária de cada um em seu ofício.

É quando, então, alteia da colina vaticana a voz do sucessor de Pedro e aponta ao orbe a figura de São José Operário. O Papa Pio XII, em 1955, quis oferecer ao trabalhador cristão um modelo e um digno protetor, o "pater opificum", lembrando que "todo trabalho possui uma dignidade inalienável, e ao mesmo tempo uma íntima ligação com a pessoa em seu aperfeiçoamento: nobre dignidade e prerrogativa, que não são de modo algum aviltadas pela fadiga e pelo peso que devem ser suportados como efeito do pecado original em obediência e submissão à vontade de Deus” (Mensagem de Natal, 1942).

Os Santos Evangelhos exprimem em singelas, porém claras e indubitáveis, palavras quem foi o Pai Nutrício de Jesus: Homem Justo, fundamentado na fé e no serviço. O homem temeroso, bastou o sinal divino, para acreditar e confiar no Senhor. Assim como Maria, guardava no silêncio de seu coração as maravilhas que ia experimentando em sua vida por graça de Deus. Comenta o Santo Padre Bento XVI que São José pode-se considerá-lo "ao mesmo nível da Maria, herdeiro autêntico da fé de Abraão: fé no Deus que guia os acontecimentos da história segundo seu misterioso desígnio salvífico. A sua grandeza, ao mesmo nível de Maria, sobressai ainda mais porque a sua missão se desempenhou na humildade e no escondimento da casa de Nazaré. De resto o próprio Deus na pessoa de seu Filho encarnado, escolheu este caminho e este estilo – a humildade e o escondimento – na sua existência terrena” (Alocução de 19/03/2006).

Rrevestidos, pois, de fé e confiança, supliquemos a São José: mostrai-nos, mais uma vez, como é grande o vosso Patrocínio; fazei que experimentemos o que de vós dizia a vossa grande devota Santa Tereza, repetindo todos nós com ela, cheios de amor, júbilo e reconhecimento: “Recorramos a São José em todas as necessidades, porque Ele nunca deixa de nos socorrer”.

São José Operário, rogai por nós!



 
 
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