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A prisão do Senhor
Por: Padre Wagner Augusto Portugal
 
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Um dos discípulos do Senhor se alia ao poder repressivo das autoridades e trai Jesus com um gesto de amizade. Um dos presentes tenta defender Jesus com as mesmas armas dos opressores. Por fim, todos fogem e Jesus fica sozinho e preso.

Aquele que realiza o projeto de Deus e atrai o povo é considerado pelos poderosos como bandido perigoso. Mas eles não têm coragem de prendê-lo à luz do dia.

Para as autoridades, Jesus é réu e elas já tinham decretado a morte d'Ele. Agora, montam um processo teatral e falso para justificar tal decreto. Jesus não se defende porque as acusações realmente não o culpam de nada.

No projeto de Deus, as coisas se invertem: este homem, condenado por uma sociedade injusta, é o Messias, o Filho de Deus, que inaugura a sociedade justa do Reino de Deus. Por isso, de réu, Ele passa a ser juiz, que condena o sistema causador de sua morte.

Na sua prisão, percebemos a covardia de sues discípulos que, afinal, O deixam sozinho e preso.

Mas não podemos condená-los. Nós também, às vezes, assistimos a injustiças e não fazemos nada para evitá-las.

Que isto seja motivo de reflexão para cada um de nós e que nos encha de coragem para denunciar as injustiças e lutar pela implantação da solidariedade e do amor neste mundo tão carente desses valores.

Jesus vence com a sua paixão a ignomínia e o pecado do mundo. Ele é o novo Cordeiro que nos dá a segurança e a água viva. Que muitas prisões de nosso coração caiam nesta noite recordando a via sacra e o itinerário do Cristo para com Ele chegarmos purificados à Páscoa!



 
 
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