Colunas
 
Batismo, caminho de encontro entre Deus e os homens
Por: Padre Wagner Augusto Portugal
 
Leia os outros artigos
 

Celebramos neste domingo a Festa do Batismo do Senhor. O Batismo é o sacramento-porta, pelo qual todos nós nos tornamos filhos adotivos de Deus. O sacramento do Batismo é o caminho, a ponte que Deus estabeleceu para se encontrar com o homem.

Na leitura do Evangelho de Marcos 1,7-11, sobressai alguns elementos que devemos reter bem em nossa consciência: 1. A Água: ao sermos, ainda crianças, levados à pia batismal, somos batizados com água. Água que regenera, água que purifica, água que nos lava do pecado original herdados pela desobediência de Adão e Eva. 2. Espírito Santo.

João Batista diz: “Depois de mim virá alguém mais forte do que eu. Eu nem sou digno de me abaixar para desamarrar suas sandálias. Eu vos batizei com água, mas ele vos batizará com o Espírito Santo”(Mc 1,7-8). A ação do Espírito Santo no Batismo que recebemos é visível. Naquele memorável momento em que o sacerdote infunde em nós a graça batismal nós recebemos a assistência divina, a ação dos dons do Espírito Santo e nos tornamos herdeiros das promessas divinas, como assim falando, nos tornamos filhos e filhas de Deus.  Por isso o gesto de se abrir o Céu e o Espírito como pomba, descer sobre Jesus(Mc 1,10), se repete todas as vezes que um vivente é Batizado. Ao ser lavado das agruras do pecado o batizado vê o céu se abrir e descer sobre ele a ação santificadora do Espírito da Verdade, que é a Trindade.

O Papa Bento XVI, ao batizar treze crianças na Basílica Vaticana, disse:  “Se com este sacramento o neo-batizado se torna filho adotivo de Deus, objeto do seu amor infinito que o tutela e defende das forças obscuras do maligno é necessário ensinar-lhe a reconhecer Deus como seu Pai e a saber relacionar-se com ele com atitude de filho. E portanto, quando segundo a tradição cristã, como hoje fazemos, se batizam as crianças introduzindo-as na luz de Deus e dos seus ensinamentos, não se lhes faz violência, mas é –lhe dada a riqueza da vida divina na qual se enraíza a verdadeira liberdade que é própria dos filhos de Deus; uma liberdade que deverá ser educada e formada com o amadurecer dos anos, para que se torne capaz de opções pessoais responsáveis”.

Neste dia do Batismo do Senhor nós devemos ser agradecidos aos nossos Pais por nós fazermos cristãos. Deus seja louvado por esta dádiva. De maneira generosa, também, devemos lembrar de nossos padrinhos. Com propriedade exorta Bento XVI: “Tende consciência do dom recebido e não cesseis de agradecer ao Senhor que com este sacramento, introduz os vossos meninos numa nova família, maior e estável, mais aberta e numerosa do que a vossa: refiro-me á família dos crentes, à Igreja, uma família que tem Deus como Pai e na qual todos se reconhecem irmãos em Jesus Cristo. Confiai portanto os vossos filhos á bondade de Deus que é potencia de luz e de amor; e eles, embora no meio das dificuldades da vida, nunca se sentirão abandonados se a Ele permanecerem unidos.
Preocupai-vos portanto a educá-los na fé, a ensinar-lhes a rezar e a crescer como fazia Jesus e com a sua ajuda em sabedoria, em estatura e em graça diante de Deus e dos homens”.

Relembrar o nosso Batismo é buscar a santidade batismal, a graça da pureza, a renúncia ao pecado e a todas as suas seduções. No dia de nosso Batismo, com certeza, nós ouvimos a mesma voz que João Batista e Jesus ouviram no Batismo do Salvador: “Tu és meu Filho amado, em ti ponho meu bem-querer.”(Mc  1,11) Como é bom ser filho amado de Deus e contar com a sua amizade. Mas, seria mais apropriado nesta quadra rezar: Obrigado Deus Pai, pela ação de Jesus, na constância do Espírito Santo, em ser seu Filho amado. Quero sê-lo na santidade de vida e contar sempre com a sua amizade. Assim me ajude, para que do meu batismo possa dar ao mundo testemunho de sal na terra e luz no mundo. Assim seja!



 
 
xm732