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O valor da reconciliação
Por: DOM PAULO MENDES PEIXOTO
ARCEBISPO DE UBERABA - MG
www.bispado.org.br
 
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As ideias e os estilos de vida das pessoas se apresentam diversos, tanto de indivíduo para indivíduo, como de comunidade para comunidade. As cabeças são diferentes, a forma de agir é de cada um, mesmo levando em conta a influência do contexto social. De uma mesma realidade ou convivência, cada pessoa é uma pessoa, com dons e fraquezas, fazendo a diferença entre uma e outra.

O Evangelho fala de um pai que tinha dois filhos. Tiveram a mesma formação, mas as reações eram totalmente diferentes. O mais novo abandonou a casa paterna, e outro não. A forma como isto aconteceu criou uma grande barreira entre eles. Só um processo de reconciliação era capaz de aproximar os dois. Isto supõe sacrifício e perda na zona de conforto, o que o mais velho não quis aceitar.

A reconciliação é caminho de construção de nova forma de vida, normalmente fundamentada na fraternidade. Podemos até dizer que é recomeço de relacionamento, essencial para a normalidade da convivência no ambiente comunitário. É também condição para que a pessoa passe a experimentar o sentido e a força do calor humano, revitalizador inclusive da serenidade e da saúde física.

Quaresma é tempo de reconciliação. É um gesto bonito na vida de quem reconhece as próprias fraquezas, fragilizado por não ter convivência fraterna. A inimizade, a vingança e a violência fazem mal e destorcem a essência da dignidade da pessoa. Ela se torna um ser infeliz e carente de gestos de acolhida. É feliz quem é capaz de fazer a via da reconciliação, seja com Deus ou com o irmão.

É gratificante a pessoa ter um aprendizado no sentido de viver, começando pelos erros praticados e descobrir aí a gratuidade da vida, que sempre se renova com o passar do tempo. Isto não depende de aparência, de cultura, de inteligência, de posse ou de habilidade para manipular os relacionamentos. É uma questão baseada na conduta da pessoa em busca do bem.

Reconciliados em Cristo Jesus, tornamo-nos criaturas novas, renascidos com atitudes renovadas. Tal postura cria impacto na sociedade porque passamos a ser diferentes, testemunhando uma prática de vida autêntica e transparente. Nisto está o valor da reconciliação, porque abre caminho para uma convivência fraterna, onde o espírito de comunidade fala mais alto do que o individualismo.

 
 
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