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Ser marginalizado
Por: DOM PAULO MENDES PEIXOTO
ARCEBISPO DE UBERABA - MG
www.bispado.org.br
 
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O rótulo “ser marginalizado” vem de longe e acompanha toda a história da humanidade, comprovando uma realidade muito visível entre os humanos: a diversidade que há entre as pessoas. As diferenças acontecem no aspecto físico, econômico, social, religioso etc. O sentir-se marginalizado, em muitos casos, é fruto de condições psicológicas e de inconformidade com as próprias limitações de vida.

No contexto bíblico, principalmente no tempo de Jesus, quem era leproso teria que viver distante da convivência social. Não havia tratamento para essa doença. Ela era contagiosa e o doente não poderia ficar perto dos “puros”. Era um tipo de marginalização bem concreta. Hoje a realidade é outra, porque a doença é controlada e não contamina. Quem são os marginalizados dos novos tempos?

Não é fácil vencer essa realidade constrangedora hoje. É necessária uma paixão reintegradora para neutralizar os mecanismos que marginalizam e excluem. Eles vão além do aspecto psicológico e ganham força numa cultura capitalista de marcas individualistas que colocam muitas pessoas no anonimato.

A exclusão é fonte de baixa autoestima e, em muitos caos, de revolta e violência. Muitos excluídos têm tais sintomas pela própria natureza, como por uma doença. O pior é a marginalização, que é provocada, pela maldade humana, ou desumana, e até por princípios de lei, fazendo com que as pessoas passem a ter prática de vida desconfortada e pela humilhação.

Dentro da lei do mercado e da competitividade, a ganância se transforma em instrumento forte de exclusão. Basta saber que, quem muito tem, mais quer ter; quem não consegue competir, deve desaparecer, se não é capar de consumir, deve sumir e deixa de beneficiar-se dos bens da natureza.

Na visão da cultura capitalista, os cinturões de excluídos poluem as cidades e são considerados impuros e ameaça para os abastados, privilegiados e incapazes de partilhar. Deus não quer sofrimento e nem discriminação. Os pobres não podem continuar sendo objetos de presentinhos de políticos em vésperas de eleições. Todas as pessoas têm direitos e deveres, e são irmãos e irmãs.

 
 
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