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A vulnerabilidade
Por: DOM PAULO MENDES PEIXOTO
ARCEBISPO DE UBERABA - MG
www.bispado.org.br
 
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Os cenários pontuais de violência, terror, destruição e afronta à vida humana, que acontecem nas diversas partes do mundo, e em todos os tempos, revelam o grau de limitação e de arbitrariedade que existe na história das pessoas. Sentimos a marca da destruição, provocada por práticas irresponsáveis, em diversas faces da natureza.

Mas há uma proposta anunciada pela Boa Nova de Jesus Cristo. Proposta que provoca escolha, uso da liberdade, para que o bem seja evidenciado, superando a força destruidora presente em toda a história. Não existe alternativa que não seja a prática do amor, de enxergar mais longe e sentir que nem tudo é negativo e sem futuro.

É no ser vulnerável, na pessoa de coração mais simples, que Deus faz resplandecer a esperança, o valor e o sentido da vida. Para quem ama a Deus e, por isso, ama o próximo, é inconcebível “o matar provocativo e maquinado, feito em nome da fé”. Os fundamentalistas consideram tal prática como martírio, sacrificando vidas e a própria vida para defender uma ideologia fechada em seu mundo.

O reino de Deus supõe conversão, superação de atos inconsequentes e opção por atitudes de vida baseadas na doação, no serviço ao outro, e não na sua destruição. É fundamental provocar uma total virada na vida, mudar de mentalidade e depositar confiança em Deus e nas pessoas que agem bem intencionadas.
Muitas coisas são relativas na vida. Não somamos o suficiente quando “brigamos” e horrorizamos aquilo que é passageiro e incapaz de provocar estabilidade e esperança. Tudo na terra passa e fica o que construímos a partir das convicções fundamentadas nos princípios da Palavra de Deus, no que faz corpo na boa nova do reino.

A superação do sintoma de vulnerabilidade presente nas pessoas só consegue ter firmeza quando sincronizadas com a expressão concreta de amor e de fé. Não há outro caminho relevante e capaz de reverter nossa condição de vida. A estabilidade almejada só pode ser encontrada no seio amoroso, terno e paterno de Deus.

 
 
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