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Divino e humano
Por: DOM PAULO MENDES PEIXOTO
ARCEBISPO DE UBERABA - MG
www.bispado.org.br
 
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Em clima de eleições, de uso da liberdade, o voto deve ser expressão divina no exercício humano da cidadania. Votar com liberdade e consciência é expressar a vontade de Deus, transferindo para o eleito o verdadeiro poder. Não é uma tarefa fácil, porque somos influenciados por interesses particulares, dificultando o entendimento de que o voto tem consequências na vida da sociedade.

Um eleitor cristão e consciente de sua responsabilidade deve dialogar com Deus pedindo a inspiração para dar um voto de qualidade. É hora de pensar no bem comum, nos benefícios que isto poderá trazer para o país e os Estados nos próximos quatro anos. As promessas são muitas, até de coisas impossíveis, mas não podemos ficar acreditando nelas. Quem promete muito acaba não fazendo nada de concreto que favoreça o povo.

Temos dificuldade para conhecer a pessoa certa. Há até um descrédito em quem é honesto. Como o corporativismo é muito forte, entendemos que o honesto também vai ser corrompido. Muitas vezes ficamos surpresos com a atuação das pessoas. Alguém que parece ser sem esperança, acaba fazendo o bem. Outro ser o contrário e não faz nada. É como o filho que disse ao pai: vou e não foi; quem disse não ir e foi (Mt 21,28-29).

Quem se sente perfeito precisa tomar cuidado para não cair. A força divina está mais presente nos corações simples, às vezes no mais pecador, mas de coração “elástico” e capaz de acolher o amor de Deus. Isto cria diálogo entre o divino e o humano, eleva a pessoa e o aproxima da perfeição, contida em sua totalidade em Deus.

Na pedagogia divina dizemos que Deus castiga o “injusto” e recompensa o “justo”. Ele é capaz de fazer o bem mesmo que o caminho não tenha sido bom. Sua bondade está acima das imperfeiçoes humanas, mas conta com o uso de nosso livre arbítrio. Espera do homem e da mulher a superação de todo tipo de maldade e ofensa. O egoísmo e a arrogância obscurecem esse relacionamento.

 
 
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