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Desafio da cruz
Por: DOM PAULO MENDES PEIXOTO
ARCEBISPO DE UBERABA - MG
www.bispado.org.br
 
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A cruz, formada por uma haste vertical e outra horizontal, é o maior símbolo da vida cristã. No tempo do Império Romano era usada como lugar de execução de quem era condenado à morte. Ela aterrorizava as pessoas, porque o condenado ficava agonizando até morrer, e o cadáver ali apodrecia, sem direito de um sepultamento digno. Era humilhação, tortura e considerada uma maldição.

É difícil compreender o fato de um instrumento de tortura, como esse, tornar-se meio para o seguimento de Jesus Cristo. Um símbolo de maldição que se transforma em caminho de salvação. Isto revela a intensidade com que Deus amou o mundo, descendo no mais profundo da realidade humana. Com isto o sofrimento passa a ser expressão visível de amor até às últimas consequências.

Quem ama de verdade, como o fez Cristo, é capaz de superar situações extremas de sofrimento. Somos iguais nos prazeres e nos sofrimentos, na perfeição e nas imperfeiçoes, uns mais e outros menos. Tudo isto fazendo parte do mistério da vida humana, que deve ser encarado com discernimento, equilíbrio, coragem e vontade de vencer. O importante é não perder o rumo da história.

Duas coisas devem pesar na consciência de todos nós: uma é a prática do amor, da doação, da partilha e de atos com responsabilidade; outra, como ofensa ao Criador, é a prática do ódio, da vingança e do desrespeito. A via da cruz pode ser um grande caminho de libertação, porque supõe a interiorização do amor.

Não é fácil amar a quem nos ofende, como não deve ter sido fácil Cristo, na cruz, dizer aos carrascos: "Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem" (Lc 23,34). Portanto, a cruz é um desafio, pois ela exige despojamento do poder sem objetivos altruístas e conquista do bem pelo caminho do bem.

Para muitos cidadãos honestos, uma simples eleição pode ser momento de cruz, principalmente por não conseguir visualizar um candidato que seja confiável. Seu voto pode ser causador de sofrimentos e de muitas cruzes durante mais quatro anos.

 
 
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