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Mudança de Ano
Por: DOM PAULO MENDES PEIXOTO
ARCEBISPO DE UBERABA - MG
www.bispado.org.br
 
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O último domingo de 2013, na liturgia católica, é dedicado à instituição familiar. A família é indicada como base fundamental para a sociedade. Até dizemos que “se a família vai mal, não será diferente com a sociedade”. Perdendo os valores familiares, caímos numa situação crônica de vulnerabilidade e insegurança.

Conservar valores significa ser feliz por amar o Senhor e andar em seus caminhos. É o que aconteceu com a Família de Nazaré, Jesus, Maria e José, apresentados como “família modelo”. Ali identificamos valores que são desprezados nos dias de hoje. Citando alguns dizemos da obediência, do respeito, da fidelidade aos compromissos assumidos e a defesa da vida até às ultimas consequências.

Estamos terminando 2013 com créditos positivos em muitas áreas da atualidade. Na esfera do mundo católico deparamos com a renúncia do Papa Bento XVI e a eleição do argentino Jorge Mario Bergoglio. Com Francisco, simples, humilde e corajoso, as expectativas da humanidade se refazem dentro de um clima de grandes expectativas de um mundo melhor e feliz.

O ano que termina foi marcado também por muitas práticas de violência, de desrespeito à vida humana, de muitos assassinatos, inúmeros acidentes fatais no trânsito etc. Foi ano de “mensalões” sendo colocados na cadeia, de gastos exorbitantes em estádios de futebol e em estradas tendo em vista a Copa do Mundo e as Olimpíadas.

O Brasil deveria ser encarado como uma grande família, com um povo de sentimentos cristãos e que teve a marca de fé desde sua origem. Tem uma riqueza de diversidade, de cultura, de história, mas com incapacidade para harmonizar todas as diferenças nos diversos setores da sociedade. Ressaltamos o belo progresso tecnológico, mas incapaz ainda de atender às necessidades das pessoas mais sofridas.

Agora é olhar para o próximo ano e projetar situações novas, realidades apoiadas nos sentimentos de bondade, humildade, paciência e perdão, entendidos como características próprias da vida familiar. A marca principal de 2014 deverá ser a esperança, a certeza da possibilidade de uma sociedade cada vez melhor e de vida digna para todos.

 
 
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