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Anúncio da Palavra
Por: DOM PAULO MENDES PEIXOTO
BISPO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO - SP
www.bispado.org.br
 
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Os primórdios do cristianismo, tendo em vista tudo o que aconteceu com Jesus Cristo, principalmente a ressurreição, foram marcados pelo anúncio da Palavra do Senhor de forma convicta e pertinente. Na Palavra estava o testemunho e o compromisso de fidelidade dos discípulos com ela.

O fundamento do anúncio está na ressurreição de Cristo. É a realização do que foi anunciado em todo o Antigo Testamento, culminando com o Novo Testamento na Pessoa de Jesus Cristo ressuscitado. Em tudo isto está o plano salvador de Deus.

Toda Palavra inspirada, contida na Sagrada Escritura, é Palavra de Jesus Cristo, que nos conduz a Deus. É Palavra confirmada na paixão, na morte e na ressurreição do Senhor, cumprindo o plano querido pelo Pai. Palavra que tem força salvadora no Filho de Deus.

Mesmo com todo anúncio feito, não foi tão fácil para os discípulos entender o caminho de Jesus. A claridade veio com a luz da Páscoa, possibilitando enxergar a realidade com os olhos do coração, como aconteceu em Emaús, no momento da partilha pascal.

Nos mecanismos da sociedade atual, ficamos muito confusos em relação à partilha. Prevalecem interesses egoístas, muitas vezes injustos, corporativos e politiqueiros. É o que acontece no mundo administrativo e nas nossas lideranças políticas.

O pão repartido não é só da Eucaristia, mas também o que é fruto do trabalho, da cultura, da educação, da saúde etc. Necessitamos de gestos de solidariedade humana construindo uma sociedade mais saudável na dignidade.

Dizendo aos discípulos: Ide pelo mundo todo anunciando a Palavra de Deus, foi um mandato para o “hoje” da história. Palavra de estímulo, de coragem e de vida para as pessoas. Palavra de Deus no meio das maldades e falcatruas do mundo moderno.

O mundo está farto de palavras e carente de gestos concretos para ajudar na transformação da sociedade. Admitimos o erro, mas temos que superá-lo com a sensibilidade humana e fraterna. O bem é de todos e não pode ser monopólio de poucas pessoas à custa de atitudes maldosas e desonestas.



 
 
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