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Eleições outra vez
Por: DOM PAULO MENDES PEIXOTO
BISPO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO - SP
www.bispado.org.br
 
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A sociedade brasileira vive indignada com a falta de ética que tem acontecido na política. Nas eleições experimentamos uma verdadeira corrupção eleitoral. É necessária uma nova consciência política, levando em conta o lema que tem sido muito citado nos últimos tempos no Brasil: "Voto não tem preço, tem consequências".

Em outubro próximo vamos votar mais uma vez. Teremos que escolher o novo Presidente da República, os Governadores, os Senadores e os Deputados Federais e Estaduais. É momento de desafio porque os candidatos nem sempre são confiáveis. É hora de usar a Lei do querer popular e sancionada pelo Presidente da República no dia 4 de junho, a da "Ficha Limpa".

Sempre dizemos que o futuro do nosso país está em nossas mãos. Isto é verdade quando lutamos pelo voto autêntico e por políticas públicas. A corrupção eleitoral não é culpa só dos nossos políticos. Ela está enraizada na mentalidade do nosso povo. Não somos bem educados para a cidadania. Basta saber que muitos acham normal a troca de voto por algum favor pessoal.

O caminho é formar eleitores com perfil ético e candidatos com verdadeira motivação para o bem comum. Temos que levar em conta que a política é tudo aquilo que interessa a todos nós, o cuidado com as coisas públicas, a defesa dos direitos e deveres, o compromisso com a vida e o bem da comunidade.

É importante saber que política não significa apenas eleições, mandatos, partidos e governo. Tudo o que fazemos tem uma conotação política, seja para o bem ou para o mal. O problema é a "politicagem", que abusa da ordem política, prejudicando o bem comum. Não participar da política é favorecer a politicagem e promover os politiqueiros. Dizer não gostar de política é favorecer o politiqueiro.

O bom cidadão procura entender o processo político. Ele discute os problemas, lê jornais, ouve os noticiários e procura formar a sua opinião, não se deixando levar pelas maldades da mídia. Em política não existe neutralidade, porque tudo passa por decisões políticas. O voto é participar de um poder político. Não votar ou votar em branco é um crime contra a cidadania.

A corrupção eleitoral tem aumentado muito. Temos agora duas armas importantes: a Lei 9840 e a Lei da Ficha Limpa. Cada eleitor precisa se conscientizar para utilizar bem esses instrumentos, não deixando que a politicagem abafe a verdadeira política, ocasionando uma gestão com critérios irresponsáveis.

Vemos muitos interesses pessoais e de seus grupos. É preciso votar em quem defende os interesses do Estado e do País. Só assim teremos uma Nação mais livre, mais democrática e autônoma. A consequência será o bem de todos e maior autonomia de cada cidadão.



 
 
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