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Mensagem às famílias
Por: DOM PAULO MENDES PEIXOTO
BISPO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO - SP
www.bispado.org.br
 
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Celebrando o "Ano Sacerdotal", destacamos a figura do Sacerdote como pessoa humana, marcada com o dom divino de sua configuração com Cristo. Olhamos para as famílias cristãs como ambientes privilegiados de onde devem brotar as verdadeiras vocações sacerdotais. Elas são formadoras dos valores humanos e cristãos.

A família deve ser a primeira escola de vida e de fé, sendo "igreja doméstica". Cabe a ela orientar os seus filhos segundo o modelo de Cristo, formar para os ideais de conduta que integram a pessoa humana e deve ajudar na reta consciência moral dos filhos, segundo a graça de Deus.

O ambiente doméstico precisa ser sadio, trazendo benefícios cristãos para os seus membros, onde todos são chamados a cultivar o amor recíproco, na verdade, no respeito, na justiça, na liberdade, na colaboração, no serviço e na disponibilidade para com os demais.

Toda família deve estar impregnada da presença de Deus, pondo em suas mãos os acontecimentos cotidianos e pedindo a sua ajuda para cumprir adequadamente sua missão. Neste contexto é importante a oração em família, seguindo as palavras de Jesus: "Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou aí no meio deles" (Mt 28, 20).

A espiritualidade familiar transforma e melhora gradualmente o ambiente e enriquece o diálogo entre todos, aumenta o gosto de estar juntos e consolida uma casa construída sobre a rocha (Mt 7, 24-25). A força da oração transforma a família numa comunidade de discípulos missionários de Jesus Cristo.

O papa Paulo VI dizia que "os pais não só comunicam aos filhos o Evangelho, mas também recebem deles o mesmo Evangelho profundamente vivido" (EN, 71). A família está no coração de Deus, Criador e Redentor. Trabalhar pela família é trabalhar por um futuro digno e luminoso da humanidade.

Numa família unida, os filhos nascem, crescem e se desenvolvem com dignidade de modo integral. Isto acontece mesmo numa cultura que tenta oprimir as liberdades, encerrando as pessoas nos seus próprios e subjetivos mundos. É possível agir com responsabilidade, fazendo sempre opção pelo bem verdadeiro, que se converte em amor e doação de si mesmo.

Mesmo na aridez do mundo de hoje, as famílias cristãs devem dar testemunho de fidelidade, exemplo de generosidade e confiança em Deus. Em tudo isto estão as bases para o despertar vocacional, fazendo do Ano Sacerdotal um revigoramento no caminho da Pastoral Vocacional. Imploramos as bênçãos de Deus para todas as famílias.



 
 
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