História da Igreja
 
A Criação do Mundo
Por: Juberto Santos
 
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A Bíblia não nos descreve cientificamente os acontecimentos das origens do mundo e da história dos homens. A mensagem bíblica é essencialmente religiosa. E para nos ensinar essas verdades religiosas, Deus não violentou os homens que escreveram com a bagagem de conhecimentos científicos próprios daquele tempo. Criação e evolução não se opõem entre Si, desde que se admita que Deus criou a matéria inicial, dando-lhe as leis de sua evolução, e cria até hoje toda alma humana (que é espiritual).

No livro do Gênesis aprendemos que há um só Deus distinto de todas as coisas e anterior a elas. Deus está no começo de tudo: do mundo, da vida e do homem. Deus cria tudo para o homem. Crer na bondade da criação, aceitar sua existência como vinda de Deus é crer no amor, colocar o amor de Deus na origem de tudo. O verdadeiro mal é aquele que nós, homens, fizermos livremente. O mundo é bom!

A palavra hebraica Adam, “Adão” significa homem; não é o nome próprio, mas substantivo comum. Por conseguinte, quando o autor sagrado diz que Deus fez Adam quer dizer que fez o homem, o ser humano, sem tencionar especificar o número de indivíduos (um, dois ou mais...). Muito significativo é o texto de Gn 1, 27: “Deus criou o homem (Adam) a sua imagem; a imagem de Deus Ele o criou; homem e mulher Ele os criou”. Neste versículo verifica-se que a palavra Adam não designa um indivíduo, mas a espécie humana diversificada em homem e mulher. O nome Eva também não é nome próprio, mas significa em hebraico “mãe dos vivos” (Gn 3, 20). A finalidade da criação é a paz de Deus, figurada no repouso do sétimo dia. O homem (humanidade) foi criado da terra, mas animado de um sopro de vida. A “extração” da costela e a formação da mulher, no caso, não têm sentido literal, mas vem a ser a maneira “plástica” de afirmar a igualdade de natureza do homem e da mulher. Destinam-se a vive na amizade de Deus, que lhe concedeu o dom da liberdade. Ora, a harmonia primitiva da criatura foi destruída.

O homem, seduzido pelo poder da “mentira”, expõe-se a desobedecer a Deus, na vã esperança de tornar-se igual a Ele (Gn 3, 1-6). Toma então consciência de si mesmo no sofrimento e na vergonha. Dessa forma, o pecado entrou no mundo (pecado original). O homem foi excluído das delícias do paraíso. Foi-lhe, contudo permitido alimentar a esperança de uma libertação, na qual podemos antever o germe da doutrina de nossa redenção por Jesus Cristo. Depois da primeira queda, o homem, entregue a si mesmo, é dominado pelo pecado. O primeiro crime é causado pela inveja. O mal se generaliza numa corrupção que parece irremediável. Sobrevém o dilúvio. Depois do dilúvio entra em vigor a primeira aliança entre Deus e os homens. A humanidade salva das águas deve demonstrar fidelidade a Deus pela observância dos mandamentos divinos (Gn 9, 1-7). A narração da Torre de Babel e a confusão das línguas é a divina resposta à negligência humana em observar as clausulas da Aliança. O homem quase voltou ao caos primitivo.

Vejamos agora alguns relatos sobre a criação:

Gn 1, 1-5 – Do dia e da noite.
Gn 1, 6-8 – Do Firmamento e do Céu.
Gn 1, 9-13 – Da terra (plantas) e o mar.
Gn 1, 14-19 – Do Sol, da Lua e as Estrelas.
Gn 1, 20-23 – Dos animais do mar e as Aves.
Gn 1, 24-31 – Animais terrestres, o homem e a mulher.
Gn 2, 7s; 15-17; 18-24 – O Paraíso.
Gn 3, 1-3 – A Culpa Original.
Gn 3, 14s; 16.17-19 – O Castigo.
Gn 4, 1s . 8. 17 – Descendência, Caim e Abel.
Gn 6, 9. 13-21 – Nova Aliança – Noé
Gn 7, 1-4. 17 - Nova Aliança - Dilúvio.
Gn 9, 8-16 - Nova Aliança - Aliança.
Gn 11, 1-9 - Nova Aliança – Torre de Babel.



 
 
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