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Advento, um tempo de esperança!
Jerônimo Lauricio - Bacharel em Filosofia.
E-mail: jeronimolauricio@gmail.com
 
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Um novo e rico tempo litúrgico vivemos na Igreja nestes dias – o Advento. Um tempo em que nosso caminho é sinalizado pela virtude da esperança porque "Cristo é a nossa Esperança", como escreve o Apóstolo Paulo no capitulo 1 da sua primeira carta ao jovem Timóteo. É Ele e tão somente Ele o sentido do Natal que celebraremos.

A expressão Advento tem sua raiz etimológica no latim ad-venio ou adventus, que significa, há de vir, há de chegar. Por isso, esse tempo nos sugere que enquanto se espera a chegada de alguém se toma a atitude de atenção, se fica de prontidão. Interessante é que muitos de nós corremos o risco de não tocar na beleza do Advento porque em nossas atividades do dia-a-dia já não sabemos mais esperar, somos muito imediatistas, nos cansamos fácil e sofremos de certo desespero naquilo que fazemos, trabalhamos, lidamos... No nosso relacionamento com Deus, transferimos algumas dessas nossas experiências pessoais que nos fizeram viver de expectativas e que naturalmente nos frustraram, ao contrário da "esperança que não nos decepciona, não engana" (Rm 5, 5).

Vejamos, Santo Agostinho, quando citado no 308 do nosso YOUCAT vai nos ensinar que "esperar significa crer na aventura do amor, ter confiança nas pessoas, dar o salto no incerto e abandonar-se a Deus totalmente". Seguindo os passos de Agostinho, entendemos finalmente que o Advento, é essa aventura do Amor, pois Deus vem para armar sua tenda, visitar e se assim lhe permitimos, vem para definitivamente morar em nós. É esse o sentido do Verbo encarnado, o "Emanuel, Deus conosco". Ele vem nos ensinar que a nossa vida embora seja marcada por alguns momentos ou situações de desespero, ela deve ser sempre um verdadeiro Advento. Santa Edith Stein, entendeu tão bem isso, que no fim da sua vida, conclui que realmente "o que vale a pena possuir, vale a pena esperar".

É verdade que alguns de nós seremos tentados a achar que Deus nunca virá em nosso socorro ou que está demorando a chegar naquela situação pessoal que vivemos. Com isso, o Natal pode chegar sem muito sentido, tonando-se apenas mais um momento de luzes, presentes e festa. Essa é uma tentação que todos vivemos. Somos humanos. Por isso, nosso querido Bento XVI nos ensinou que "o Advento é um tempo favorável para a redescoberta de uma esperança não vaga nem ilusória, mas certa e confiável, porque está 'ancorada' em Cristo, Deus feito homem, rochedo da nossa salvação".

Um último aceno: nesse tempo não celebramos não somente Aquele que vem, mas também a recordação da Sua chegada, isto é, sua presença já começada. Em toda a missa respondemos que "Ele está no meio de nós", e de fato Ele já está. Em Jesus vemos a plenitude da revelação e da presença de Deus. "Ele está aqui, não se retirou do mundo, não nos deixou sozinhos. O Advento convida-nos e estimula-nos a contemplar o Senhor que está realmente presente. Nesse tempo, a certeza da sua presença não deveria ajudar-nos a ver o mundo com olhos diferentes?" (Bento XVI) Esse é o tempo de aprendermos juntos a não ter medo de esperar em Deus, pois a esperança não frustra. "Os que esperam n'Ele renovam suas forças, criam asas, como águias, correm e não se fatigam, podem andar que não se cansam" (Is 40, 31). Um bom e fecundo Advento!

Seu irmão,
Jerônimo Lauricio
Equipe Catecismo Jovem

 
 
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