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O que aprendemos sobre o AMOR na Quinta Feira Santa?
Jerônimo Lauricio - Bacharel em Filosofia.
E-mail: jeronimolauricio@gmail.com
 
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Chegamos à Semana Maior. Ela é especial,porque aprendemos que ela é chamada a ser Santa, separada, escolhida. Os diasque estamos vivendo são extraordinários. São 40 dias caminhando com o BomMestre, para nesta Semana contemplarmos ainda mais de perto os Mistérios da SuaRedenção sobre nós. Quantas lições aprendidas durante esse percurso. Hoje queropartilhar de modo particular sobre a Quinta Feira Santa. Ela por si só nos trásmuitos ensinamentos. Mas, se me permitem quero me ater aqui apenas ao AMOR.

É bonito olhar para aquela noite e serrecordado ali na Santa Ceia que a mais bela oferta de Amor que podemos fazer aalguém não é de coisas, presentes, elogios, mas de nós mesmos. Naquela QuintaFeira especial, cada gesto e cada fala de Jesus nos ensina que "quandouma pessoa ama, não pode doar nada maior à outra do que a si mesma" (YOUCAT-407). Se tivermos um olhar atento, compreenderemos que o dom do Pão e do Vinho Eucarísticossignificam para nós tudo aquilo de que temos fome. Temos fome de cuidado, deafeto, de atenção, em uma palavra: de AMOR. E Jesus se faz alimento para nos nutrir.Faz-Se alimento, porque refeição é devolução, é restituição daquilo queperdemos. Alimentamo-nos diariamente para devolver ao corpo aquilo que lhe foisubtraído e perdido. Cada refeição é lugar e oportunidade de se restituir.

Em Jesus, a refeição é tão redentora quealguns dos Seus encontros se deram no seu desejo de sentar-se à mesa comaqueles que precisavam ter a Vida Plena devolvida. O prato principal não eramaterial, mas sim a Vida, o Amor! Em algumas refeições temos o encontro com Zaqueue toda sua família (Lc 19, 1-10); depois em Betânia Ele entra na história deSimão, o Leproso (Mc 14, 3), e finalmente com os discípulos na Última Ceia,onde Ele se senta à mesa para fazer refeição com seus amigos. Interessante é que nas duas primeiras refeições,o Mestre nos ensina que quando nos sentamos à mesa, não nos alimentamos tãosomente do que está posto sobre ela, mas, sobretudo de quem se serve dela.Alimentamo-nos do olhar, do amor, dos gestos, do afeto, e de tudo o que o outrosignifica. O banquete não é lugar para saciar somente a fome do corpo, mastambém a fome da alma.

Com os discípulos o significado da refeiçãofica mais claro e ganha o sentido da Redenção, pois ali a Salvação acontece. Jesusse senta à mesa e torna-Se a refeição na qual todos os convidados se alimentam.N'Ele o Verdadeiro Amor se traduz. O Pão se transforma em Seu Corpo e o Vinhoem Seu Sangue. E como se não bastasse, Ele estende o seu Amor desde o SacrifícioEucarístico até o Sacrifício do Calvário. Ali Ele revela e identifica o pão quereparte, com o Seu corpo entregue para a vida do mundo no alto da Cruz. Ossacrifícios se abraçam e se tornam um só. O Pão na Eucaristia passa a ser oAmor que na Cruz Ele nos doou até o fim. E assim, em resposta a esse Amor e aoSeu pedido, temos feito desde então "ação de graças" em Sua memória. Desdeaquela Quinta Feira, temos atualizado em nossos corações, por meio da Eucaristiaem cada Missa celebrada, aquela única e maior oferta de Amor que já recebemos. João,o discípulo amado, aquele que estava reclinado no peito de Jesus durante aCeia, (Jo 13, 23) entendeu bem essas lições, e não sem razão nos escreveu dizendo que realmentesão "felizes todos os que convidados paraeste Banquete!" (Ap 19,9).

Seu irmão,
Jerônimo Lauricio
Equipe Catecismo Jovem

 
 
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