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Entusiasmar-se no Amor.
Jerônimo Lauricio - Bacharel em Filosofia.
E-mail: jeronimolauricio@gmail.com
 
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Considero o amor a suprema atividade da vida. Desenvolvê-lo deve ser o imperativo absoluto, cujo qual, nossas relações devem ser permeadas. A capacidade de expressá-lo ou manifestá-lo, não advém senão de Deus, pois é Ele que nos ensina que o amor deixa de ser apenas uma  palavra, um verbo e passa a ser uma ação que se pratica, uma entrega.

Gosto de pensar que o amor deve ser sempre um entusiasmo. Partindo da etimologia, significamos este “intu-Teos-osmose”  (entusiasmo), como “ter  Deus dentro”. Somente um amor entusiasmado em Deus, é capaz de compreender por exemplo, que a chave do amor incondicional está na descoberta da fonte inesgotável de onde ele jorra permanentemente.

A história da civilização aponta-nos a necessidade de sermos mais próximos uns dos outros.  Revela-nos que nossas ações individuais são extremamente importantes, porque fazemos parte de uma comunidade, de uma teia global. Neste sentido, observamos a transmutação de alguns valores e virtudes, tais como a não percepção de que é o amor que faz o mundo girar.

O desamor coloca as pessoas na defensiva, para não sofrerem ou serem agredidas. A maioria não sabe como fazer jorrar a oferta incondicional de amor. Ao enxergar apenas o amor condicional, que tanto pode ser dado quanto retirado, torna-se descrente e se defende de várias maneiras. Mas os que exercem o amor  tal como São Paulo o descreve em sua Epístola não precisam se defender e alcançam a plenitude de seu ser na doação.

É bonito ver como uma pedra atirada num lago causa na superfície a formação de ondas circulares que vão se afastando do centro cada vez mais suaves. Assim também é o amor entusiasmado. Quem o experimenta é capaz de transformar a realidade em que vive, tornando se um modelo, um exemplo em seu pequeno círculo de influência.

Um outro aspecto é que quase toda frustração e desamor como dissemos  acima, resultam justamente por não compreendermos às vezes, que sempre que não conseguimos agir com amor em relação aos outros, é porque há em nós certamente alguma coisa que não aceitamos.  “A gente só pode dar aquilo que tem”. Só posso amar o outro, se assim o fizer comigo, pois dessa forma, acabo nutrindo no meu interior esse entusiasmo. Daí o fato de Deus estar dentro de nós por meio do amor, já que “Deus Caritas est” (Deus é Amor), como sabiamente diz o Amado Papa Bento XVI em uma das suas Encíclicas.

Portanto, quanto mais repararmos na beleza e nos milagres que nos cercam, tanto mais entusiasmados seremos. Entusiasmar-se! Eis, pois a porta pela qual o Amor quee entrar e fazer morada.



 
 
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