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O destino do homem novo
Por: DOM EURICO DOS SANTOS VELOSO
ARCEBISPO EMÉRITO DE JUIZ DE FORA, MG.
 
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Entre a Páscoa da Ressurreição e a festa de Pentecostes, a Igreja situa a solenidade da Ascensão. É mais um momento do processo pelo qual passam os discípulos após a morte de Jesus. Aqueles que saíram correndo cheios de medo quando Jesus foi preso, julgado e crucificado, foram confortados pelo encontro com o Senhor Ressuscitado.

Agora, por estarem suficientemente firmes na fé, Jesus se despede deles. Deixa-lhes, porém, uma nova promessa: a promessa do Espírito Santo.

A vinda do Espírito Santo dará forças aos discípulos para que deem testemunho de Jesus "em Jerusalém, em toda a Judeia, na Samaria e até os confins do mundo". O Espírito será a "a força do alto" da qual se revestirão os discípulos. No entanto, para que o Espírito chegue, é preciso que Jesus se vá. É necessário que, durante algum tempo, os discípulos aprendam a viver por si sós.

Poderíamos dizer que esta festa nos fala da pedagogia de Deus com os homens. Jesus chamou alguns pescadores ignorantes. Foi lhes ensinando ao longo de três anos, como nos relatam os evangelhos. Não foi suficiente. Na hora da cruz, todos, exceto João e umas poucas mulheres, saíram correndo. Depois, os discípulos viveram a experiência da ressurreição. Não lhes foi fácil, a princípio aceitar que Jesus estava vivo. Precisaram de tempo para isso. Agora, até aquela presença misteriosa desaparece. Jesus promete-lhes o Espírito, mas, durante certo tempo, têm que aprender a estar sós, a ter a responsabilidade de sua fé em suas mãos, até que chegue o Espírito que lhes dará forças que lhes possibilitem dar testemunho do Reino.

A festa da Ascensão deveria nos fazer pensar no modo como vivemos nossa fé. Deveríamos aprender a ter, com nós mesmos e com nossos irmãos, a mesma paciência que Deus teve com os discípulos e que tem conosco Como os bons livros precisam ser lidos várias vezes para que possamos apreciar todo o seu valor, de igual maneira, a fé necessita de tempo, estudo e oração para que se faça vida em nós. Nossa comunidade cristã crescerá na medida em que todos nós crescermos também na escuta do Senhor.

Da mesma forma que os discípulos, haverá dias em que sentiremos a proximidade da presença de Deus e, em outros, nos sentiremos sozinhos. Tudo é parte do processo que nos conduzirá a viver plenamente a nossa fé e a ser testemunhas do Reino em nosso mundo. Que esta festa nos ajude a colocar nossa confiança em Jesus. Ainda que pareça estarmos sozinhos, Jesus nos prometeu seu Espírito. E, não nos esqueçamos disto: Jesus nunca falha.


 
 
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