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Humildade e serviço
Por: DOM EURICO DOS SANTOS VELOSO
ARCEBISPO EMÉRITO DE JUIZ DE FORA, MG.
 
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A Igreja Católica, fiel ao mandato de Cristo, é chamada a testemunhar e "evangelizar todos as gentes". Dentro de sua missão própria de anunciar e testemunhar Jesus Cristo Ressuscitado está presente, como sementeira do Evangelho, em todo o mundo. Além disso, o fato de o Vaticano ser reconhecido como um pequeno Estado faz cm que tenha representantes diplomáticos junto a diversas nações.

Por outro lado, por meio de dioceses, paróquias, comunidades, bem como pelos institutos religiosos, a Igreja Católica coordena um extenso conjunto de escolas, colégios, universidades e hospitais. Seguramente a rede educativa, social, caritativa e de saúde é a maior do mundo. As viagens do Santo Padre, o Papa motivaram massivas concentrações de fiéis. Tudo isso pode nos dar a ideia de que pertencemos a uma instituição querida e fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo. E de que nos deveríamos servir mais desse serviço e desse ministério de caridade para fazer valer nossos direitos diante da sociedade civil.

Mas o caminho do Evangelho é outro(Lc 14,1.7-14). Jesus nos propõe viver, não na grandiosidade, nem nos apoiando no poder, mas na humildade. Jesus jamais defendeu seus direitos. Viveu uma vida simples, ensinando a seus discípulos e aos que o queriam ouvir. Jesus ficou próximo dos pobres, dos miseráveis, dos rejeitados, das prostitutas, dos que ficavam à margem da sociedade e morreu e ressuscitou em favor dos simples. Não desprezou ninguém e falou sempre do amor de um Deus que se fazia pequeno para se colocar no nosso nível, para ouvir as nossas dores e compartilhar das nossas alegrias. Como diz a segunda leitura do vigésimo segundo domingo do Tempo Comum(Hb 12,18-19.22-24b), a comunidade cristã não se apóia no poder e nem na força. Somos parte da cidade do Deus vivo, da família de Deus, de um Deus que acolhe a todos sem distinção. Por isso, também nós devemos acolher a todos.

No Evangelho, Jesus se dirige aos fariseus. Eles se achavam religiosamente bons, socialmente importantes e mais perfeitos do que o resto do povo. Jesus convida-os a serem mais humildes. Conta-lhes uma história muito simples. Fala-lhes dos convidados a um banquete. Entre estes, alguns buscam os primeiros lugares. É o que acontece a um que se tinha sentado no melhor lugar e a quem terminam rebaixando ao último porque chega outro convidado que é mais amigo do senhor da casa. Depois lhes recomenda que, quando organizarem um banquete, não convidem os poderosos, mas os pobres e os que nada têm. Assim é Deus, que prefere os últimos e os humildes.

Não somos chamados, como cristãos, a ocupar os primeiros postos no banquete, mas a servir e preparar o grande banquete da família de Deus e convidar a todos, abrir as portas de par em par para que ninguém se sinta excluído. Nós, os fiéis, somos os criados desse banquete, ajudamos a Deus para que todos se sintam acolhidos. O nosso papel não é ocupar um lugar de destaque, mas servir à mesa. A fé em Jesus nos leva a viver em atitude de serviço e acolhida, de carinho a todos os que necessitam experimentar o amor de Deus. O nosso papel não é impor, mas curar, trazer saúde, perdoar e compartilhar.

 
 
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