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O Evangelho de Jesus Cristo
Por: DOM EURICO DOS SANTOS VELOSO
ARCEBISPO EMÉRITO DE JUIZ DE FORA, MG.
 
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Ao escrever aos Filipenses, Paulo está preso em Éfeso, mas tem em mãos um trunfo que lhe garantirá a liberdade: basta que prove ser cidadão romano. A decisão de fazer valer seus direitos de cidadão romano provocou grande mal-estar em Éfeso e também em Filipos. De fato, para os primeiros cristãos, o martírio era o momento mais nobre e mais propício para a propaganda do Evangelho. Declarar-se cristão e morrer violentamente por causa disso, provocava adesões à fé. Por que então Paulo foge desse momento?

Eis então que ele escreve aos filipenses. Para ele, é vantagem morrer, mas opta pela libertação em vista da possibilidade de ainda continuar evangelizando.

A primeira parte do hino que ele escreve aos filipenses tem seu ponto alto na maior baixeza: Jesus se fez servo e foi morto côo um bandido, na cruz. Essa foi uma opção de vida consciente. Esse hino retoma um texto muito antigo de Isaias, aplicando-o a Jesus. Trata-se do quarto canto do Servo de Javé.

O segundo movimento desse hino é de baixo para cima. Aqui, o sujeito é Deus. É Ele quem exalta Jesus, ressuscitando-o e colocando-o no posto mais elevado que possa existir. O nome que Jesus recebeu do Pai é o título de Senhor, termo muito importante para os primeiros cristãos. Jesus é o Senhor do universo e da história. Diante dele toda a criação se prostra em adoração. Também essa segunda parte se inspira no quarto canto do Servo de Javé.

Deus Pai é glorificado quando as pessoas reconhecem em Jesus o humano que passou pela encarnação das realidades mais sofridas e humilhantes, culminando com a morte na cruz, condenação imposta a criminosos. Evangelho é, portanto, o anúncio daquele que se fez servo, obediente até a morte e morte de cruz. Esse anúncio não acontece sem que as pessoas também se encarnem, apostando a vida, como fez São Paulo.

Com o domingo de Ramos, em que levantamos nossos ramos pelas ruas de nossas comunidades, relembrando a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, também, num gesto de misericórdia, desprendimento e de solidariedade somos chamados a colaborar, generosamente, com a Campanha da Fraternidade que recolhe a sua coleta sempre neste domingo de Ramos.

Lembremos, por fim, que todo católico tem a obrigação de se confessar e de comungar pelo menos uma vez por ano pela Páscoa. Assim quero lembrar a todos de uma perfeita e completa preparação para o sacramento da Reconciliação e do acesso ao confessionário para acusar os seus pecados e receber a absolvição sacramental. Isso é importante para vivermos plenamente a Semana Santa. Deus nos ajude a subir o Calvário e chegar no Domingo da Ressurreição!

 
 
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