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Introdução às Confissões de Santo Agostinho Capítulo 2
Por: Adriano José Gonçalves
Paróquia Santuário de São Judas Tadeu
Sete Lagoas - Minas Gerais
E-mail: sharingamn@gmail.com
 
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Mas por que ler as Confissões de Santo Agostinho?

Um primeiro motivo poderia ser o próprio autor. Afinal, é um dos “grandes” quem se confessa. Um “grande da história” se condena e clama por misericórdia divina. Dentro de toda a história do cristianismo, poucos teólogos têm importância similar a de Santo Agostinho.

E mesmo dentre aqueles que tem esta importância, como por exemplo Santo Tomás de Aquino, usaram eles muito de Santo Agostinho em sua própria obra. Livros como Trindade, Cidade de Deus, Comentários aos Salmos, Comentário Literal dos Gênesis, Enchiridion, Comentários ao Evangelho Segundo João, entre tantos outros, marcaram e ajudaram a solidificar uma fase muito importante para todo o cristianismo. Eram ainda os primeiros séculos do crescente catolicismo, que ainda não tinha uma forma totalmente definida, e vivia sufocado entre tantos outros credos e cultos.

Defender uma fé estabelecida ou já definida não é o mesmo que defender uma fé nascente, ainda tomando sua forma. Advogar uma causa sempre é um desafio. Porém, advogar uma causa que ainda está se formando, que ainda não tem um corpo definido, este sim é um desafio "titãnico", pois exige muito mais daquele que assume esta causa.

Santo Agostinho foi um autor prolífico em muitos gêneros (tratados teológicos, sermões, comentários da escritura, e autobiografia). Suas Confissões são geralmente consideradas como a primeira autobiografia. Agostinho descreve sua vida desde sua concepção até sua então (com cerca de 50 anos).

A consciência psicológica e auto-revelação da obra ainda impressionam os leitores dos nossos dias. Cada capítulo do livro é um passo. E cada passo é dado com total consciência. O livro é como uma estrada. Conhecemos quem caminha (Agostinho). Sabemos onde ele deseja chegar (até DEUS).

E ele nos chama a trilhar com ele até certo ponto do seu caminho, para então seguirmos o nosso próprio caminho. Todo o caminho está repleto de DEUS, mas é preciso algo mais. Segundo Santo Agostinho, quem conhece mais a DEUS, está mais perto de DEUS, e pode amá-lo mais, e por consequência, será mais feliz. E qual o objetivo da vida, senão ter uma vida feliz?

 



 
 
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