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O legado guerreiro
Por: Adriano José Gonçalves
Paróquia Santuário de São Judas Tadeu
Sete Lagoas - Minas Gerais
E-mail: sharingamn@gmail.com
 
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Não faz muitos dias celebramos um popular santo da Igreja Católica: São Jorge. Pouco se sabe sobre quem foi este homem. Seu vulto é parte lendário. Muito do que se fala nem sabemos se é verdade. E este muito é bem pouco. São Jorge hoje tem uma participação mais apagada dentro da nossa crença. Ele foi meio que “rebaixado” no coro dos santos por ser tão requisitado por outros “credos e cultos”. É um santo popular em declínio evidente na crença do povo.

No entanto, Jorge trás a tona um conceito fundamental do cristianismo, que tem se perdido no nosso meio. São Jorge! O guerreiro! O forte e corajoso de DEUS! Aquele que enfrenta mesmo a maior das tentações. Um homem que não treme diante das dificuldades, mesmo que o medo se aproxime, e o obstáculo pareça além das suas forças. O bom que é forte. O forte que é bom. O combatente de DEUS.

São Jorge é quem melhor simboliza a figura da coragem em prol de algo maior. O mito do Dragão acaba apenas confirmando isto. O guerreiro que mesmo diante do improvável não desiste. Aquele que enfrenta. Que luta. Que combate. O combatente do “Bom Combate”.

Jorge assumi em si a figura de um arquétipo que tem muito a nos dizer e ajudar. Quem que nunca se sentiu fraco e buscou forças? Quem que já não sentiu que faltava algo? Quem que não buscou alguma fonte de equilíbrio? E quem melhor para responder a estas perguntas do que DEUS?

Eu digo que podemos ver e pensar a São Jorge como uma imagem de que o combate cotidiano em prol de DEUS não cessa, e que não devemos temer a nada que surja diante de nós. Mesmo que os obstáculos sejam gigantescos e devastadores, tudo podemos se realmente acreditarmos. A figura do “Guerreiro de DEUS” vem nos dizer isto: ser bom é ser também forte, e acreditar nisto! Recordemos as sábias palavras do Apóstolo: “Se DEUS é por nós, quem será contra nós?”.

É dentro deste contexto que eu vejo a este santo dos primeiros séculos da Era Cristã, meio homem meio mito. Uma figura que pode alimentar nosso subconsciente e nos incitar a ser fortes no sentido original da palavra. Não o bom que abre mão das coisas, que é compassivo em tudo. O verdadeiro bom é como o Bom Pastor, luta e defende o que é seu. Ser bom é combater as injustiças, é defender os direitos de quem não os conhece, é ajudar a quem necessita. Ser bom é ser profeta. É anunciar. É denunciar Ser bom é lutar. É não aceitar migalhas em lugar do que é nosso de direito.

Voltando a São Jorge, recordemos que o nome Jorge significa originalmente alguém “determinado e seguro de si”. Essa é uma mensagem que a figura deste guerreiro pode trazer a todos nós: determinação e segurança!!! Mesmo diante da incerteza o empenho em seguir em frente...

Sejamos guerreiros. Lutemos. Cada um carrega consigo este potencial latente. Nossa vontade caminha naturalmente para o bem, e o bem é força. Então, quando você sentir que não é capaz de algo, busque dentro de si, pois a força necessária habita dentro de cada um. Somos todos guerreiros adormecidos. Combatentes do bom combate. Filhos de DEUS...



 
 


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