Mensagens religiosa

Os julgamentos

Numa pequena aldeia da Europa, havia um senhor muito sereno. Os tempo eram difíceis, com fome e guerras constantes. Esse senhor tinha, porém, um bem muito valioso, que não vendia a preço nenhum. Era um lindo cavalo branco. Diversos poderosos da região queriam comprar o cavalo, mas o velho não vendia. Dinheiro algum poderia pagar aquela amizade e carinho que ele tinha com o seu cavalo.

Certo dia, o cavalo sumiu da cocheira. Todos da aldeia foram até a casa do homem. Vários murmúrios eram ouvidos:

- Eu sabia que um dia isso iria acontecer. Um cavalo tão valioso, uma hora ou outra ia ser roubado. Seu burro, você deveria ter vendido ele antes de isso acontecer.

E assim por diante, o dia todo o velho ouviu comentários negativos, e a todos respondia:

- Vocês nem sabem o que aconteceu. Não julguem. Digam apenas que o cavalo não está mais na cocheira, não sejam precipitados. Se se trata de algo bom ou ruim, não sei. Só esperando para ver o que vai acontecer.

Todos riram, mas o velho ficou firme. Tinha confiança em si mesmo e sabia que não se pode julgar a partir de simples fragmentos.

Quinze dias se passaram e o belo cavalo brnaco voltou. Com ele, outros dez cavalos selvagens, tão belos quanto ele. Valiam uma fortuna. O cavalo não havia sido roubado, tinha apenas fugido para a floresta, mas voltou são e salvo. E o melhor, com companhia. Novamente as pessoas da vila se reuniram e comentavam.

-Velho, você estava certo. Não se tratava de algo ruim, mas sim de algo bom, foi uma benção.

- Novamente não sejam precipitados. Apenas digam que o cavalo está de volta. Quem sabe se é uma benção ou não? Ninguém sabe o que virá. Não se pode julgar um livro lendo apenas uma página – respondeu o senhor.

As pessoas acharam estranho, mas não comentaram muito. Como podia o velho não estar contente com dez cavalos novos?!

Os dias se passaram e o filho do senhor começou a treinar os cavalos selvagens. Poucas semanas depois, o garoto caiu de um dos cavalos e feriu a coluna. Ficou paralítico. Que desastre. As pessoas foram à casa do homem e tentavam se solidarizar. Diziam que o velho tinha razão. O que parecia uma benção, se mostrou uma desgraça. Mas ele retrucava.

- Vocês são obcecados por julgamentos. Digam apenas que meu filho não pode mais andar. Ninguém sabe o que virá. A vida é feita de fragmentos, ninguém sabe o dia de amanhã.

Como o país estava em guerra, todos os jovens da aldeia foram convocados para se alistar no exército. Soldados vieram e levaram todos os jovens, deixando os pais desolados e desamparados. Todos sabiam que a guerra era cruel e que os jovens não voltariam mais para suas casas. O único jovem a não ser levado foi aquele que não podia andar.

Novamente foram até a casa do senhor e disseram:

- Velho, você estava certo. Nada é definitivo. Aquilo que parece benção pode se tornar desgraça e vice-versa. Seu filho está paralítico, mas está com você. Os nosso filhos nunca mais voltarão.

- Vocês continuam julgando. Ninguém sabe o que virá. Vocês sabem apenas que seus filhos foram para a guerra, forçados pelo exército. Se isso é bom ou se é mau, só o futuro dirá – concluiu o senhor.

Para refletir

Nunca julgue pelas aparências. As coisas podem ser muito diferentes do que aquilo que a sua percepção mostra. Se você julgar pelo primeiro impulso, pela primeira impressão, pode cometer um erro grave. Quando julgamos a partir de fragmentos, de coisas pequenas, normalmente erramos e precisamos voltar atrás. Isso dá muito mais trabalho do que simplesmente acompanhar os fatos e ver a totalidade. A vida é feita de altos e baixos. Às vezes estamos ótimos, tudo dá certo. Outras vezes parece que só acontecem coisas ruins. Tudo é passageiro. Tenha isso claro. Quando uma porta se fecha, outra se abre. Ser virtuoso é saber aproveitar cada oportunidade, extraindo o que ela oferece de melhor. Viva intensamente, e sua vida se encherá de virtudes.

Diante das situações imprevistas, qual a sua reação? Você espera para ter uma visão maior ou já emite o seu julgamento? Quando está com problemas, em que se baseia para fazer os julgamentos? Alguma vez aconteceu em sua vida algo semelhante à parábola (algo que parecia uma desgraça se mostrou uma benção e vice-versa)? E em relação às pessoas que você conhece, costuma julgá-las a partir da primeira impressão? Como você lida com seus preconceitos?

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